Número de mortos por ataques de Israel em Gaza sobe para 282

Esta é a mais sangrenta operação israelense contra palestinos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967

Efe,

28 Dezembro 2008 | 10h25

O número de palestinos mortos durante ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza subiu para 282, e os feridos já somam cerca de 900 pessoas. Os bombardeios tiveram início no sábado, 27, e continuaram neste domingo, informou o responsável do serviço médico de emergências em Gaza, Moawiya Hasanein.   Esta é a mais sangrenta operação israelense contra palestinos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Dos 900 feridos, aproximadamente 120 se encontram em estado crítico, e o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas, acrescentou Hasanein.   Cerca de 65 palestinos perderam a vida na última leva de ataques da Força Aérea Israelense contra sedes do Hamas, oficinas de metalurgia e mesquitas, segundo o responsável médico.   Veja também: Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques       Nas primeiras horas da noite passada, a aviação militar de Israel destruiu a estrada Saladino, a principal do norte de Gaza. Logo, durante a noite, os F-16 israelenses bombardearam 23 alvos, entre eles o edifício onde se reúne o governo do Hamas em conselho de ministros, um armazém da cidade de Rafah, ao sul, e lançaram foguetes, segundo fontes de segurança da Palestina.   O conselho de segurança da ONU, reunido de urgência nesta madrugada, pediu unanimemente que "cesse de imediato" a violência na zona e que se permita o fornecimento de ajuda humanitária no local. O primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, advertiu neste domingo que a ofensiva "pode se prolongar durante muito tempo" e que Israel atuará com "sensatez, paciência e firmeza" até "alcançar os resultados desejados".   Olmert disse ainda que o exército de seu país necessitará de tempo para "completar sua missão" em Gaza, enquanto o titular de Defesa, Ehud Barak, destacou que "há um momento para tréguas e um momento para o combate", e, "agora, é o momento do combate".   O gabinete de Olmert aprovou a convocação de militares da reserva para ajudar nos ataques à Faixa de Gaza, segundo informações da imprensa israelense. Os reservistas devem ajudar em uma possível ofensiva terrestre, mas não há detalhes sobre o número de militares convocados.   Os líderes do Hamas estão escondidos por medo de serem o próximo alvo dos ataques, lançado oito dias após a conclusão da trégua de seis meses combinada em junho por Israel e o movimento islâmico com mediação egípcia. O chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniye, acusou Israel de ter cometido "o mais horrível e feio massacre do povo palestino".  

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