Número de mortos por atentado em Bagdá sobe para 63

Pelo menos 75 pessoas foram feridas no pior ataque a bomba em três meses na capital iraquiana

REUTERS

18 de junho de 2008 | 07h30

O número de mortes por conta da explosão de um caminhão-bomba em Bagdá subiu para 63 nesta quarta-feira, 18, dia em que as forças americanas culparam uma milícia xiita pelo ataque. O ataque ocorreu na terça, quando o Parlamento decidiu que trabalhará fora da Zona Verde a partir de setembro - em sinal de confiança na melhora da segurança no país.   Veja também: Parlamento iraquiano sairá da Zona Verde em Bagdá var keywords = ""; Quatro crianças e cinco mulheres estão entre os mortos pela explosão próxima a um mercado lotado na região de al-Hurriya, de predominância xiita, no noroeste de Bagdá, informou a polícia iraquiana. Outras 75 pessoas ficaram feridas no que foi o pior ataque a bomba em três meses na capital iraquiana. O Exército americano culpou uma célula de "grupos especiais" pelo ataque. Esse é o jargão que as forças dos EUA usam para identificar militantes xiitas que seriam apoiados pelo Irã. O Exército disse acreditar que o ataque teve o objetivo de incitar a violência dos xiitas contra os sunitas. A maioria dos ataques a bomba do país é considerada de responsabilidade da Al-Qaeda, que tem orientação sunita.   A explosão também causou graves danos em 20 estabelecimentos comerciais, e destruiu 15 veículos que estavam estacionados junto ao carro que explodiu.   O incidente aconteceu enquanto tropas americanas e iraquianas estavam em uma reunião numa vizinhança próxima, de acordo com um policial iraquiano. Depois do incidente, continuou, algumas pessoas cercaram veículos da polícia e atiraram pedras e outros objetos.   De acordo com um oficial do ministério do Interior, o atentado é o pior em Bagdá desde o começo de março, quando uma explosão em um shopping no bairro de Karrada matou 54 e deixou outros 123 feridos.   (Com The New York Times)   Matéria ampliada às 8h10.

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