Número dois do grupo diz que Al-Qaeda não mata inocentes

Ayman al-Zawahiri afirma que Osama bin Laden está saudável e que ONU é inimiga dos muçulmanos

Entrevista com

Agências internacionais,

03 de abril de 2008 | 09h36

O número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, afirmou que a o grupo não mata inocentes e o seu líder, Osama bin Laden, está saudável, de acordo com a transcrição de um áudio divulgado pelo radical islâmico na internet. A gravação respondia às questões feitas durante a coletiva virtual promovida pela grupo através de sites.  A mensagem, que foi acompanhada por uma transcrição em inglês equivalente a 46 páginas, foi a primeira resposta a uma série de questões e com o foco no futuro das atividades da Al-Qaeda no Oriente Médio, principalmente no Egito. Zawahiri previu o final dos regimes da Arábia Saudita e do Egito, aliados dos Estados Unidos. Zawahiri tirou credibilidade de relatórios sobre uma suposta morte do líder da Al-Qaeda, que, afirmou, "goza de boa saúde, pela graça de Alá". "Os maus propositais sempre tratam de fazer circular rumores de que está doente", ressaltou. Zawahri descreveu a Organização das Nações Unidas (ONU) como um inimigo dos muçulmanos e prometeu ataques aos judeus dentro e fora de Israel. "As Nações Unidas são um inimigo do Islã e dos muçulmanos", disse ele. "Prometemos a nossos irmãos muçulmanos que faremos o máximo para atacar judeus em Israel e no exterior, com ajuda e orientação de Deus."  "Nós não matamos inocentes, não em Bagdá, não no Marrocos, não na Argélia, não em nenhum outro lugar", disse. A resposta foi dada à pergunta: "Me desculpe, Sr. Zawahiri, mas quem é que assassina, com as vossas bênçãos, os inocentes em Bagdá, Marrocos e Argélia?". A Al-Qaeda levou o crédito pela destruição das torres gêmeas do World Trade Center de Nova York, em 11 de setembro de 2001, ataque que levou à morte três mil pessoas. Os afiliados da Al-Qaeda, no Iraque, Argélia e Afeganistão, freqüentemente perpetram atentados com explosivos em áreas urbanas com multidões, ataques que custaram a vida de milhares de pessoas. Zawahiri afirmou que são seus inimigos que matam inocentes. "Eu espero que a influência da Jihad (guerra santa islâmica) se espalhe após os americanos saírem do Iraque e se mova em direção a Jerusalém," ele respondeu aos que perguntaram quando a Al-Qaeda começará a atacar o Estado de Israel. Ele também previu o fim do Estado da Arábia Saudita, que segundo ele, "nada contra a corrente da história," e o governo do seu nativo Egito, Estado que ele chamou de "corrupto, podre regime, que não poderá ter continuidade possível."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.