Obama diz que agirá rapidamente no Oriente Médio após posse

Eleito reitera que está 'profundamente preocupado' com Gaza, mas ressalta que ainda não está no poder

AP e Reuters,

07 de janeiro de 2009 | 14h13

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que vinha evitando declarações sobre questões de política externa, disse nesta quarta-feira, 7, que assim que tomar posse irá "engajar-se imediatamente" na situação do Oriente Médio. Obama, que assume o cargo no dia 20, reiterou que está "profundamente preocupado" com a situação em Gaza, mas disse que seria imprudente mostrar qualquer sinal de que sua nova administração já está lidando com política externa.   Obama também confirmou a indicação de Nancy Killefer para o posto de diretora de desempenho (chief performance officer), um novo cargo para o funcionário da Casa Branca que trabalhará com as agência federais a fim de estabelecer padrões de atuação e manter a responsabilidade fiscal. O nomeado deve tentar acalmar republicanos e democratas, conservadores em termos fiscais, preocupados com as características do pacote de estímulo.   Veja também: Após trégua humanitária, violência retorna a Gaza França provoca confusão ao anunciar cessar-fogo  Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Brasileiros que vivem em Gaza não querem sair  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  TV Estadão: as consequências do conflito em Gaza  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        "Mudanças e reformas não podem ser apenas slogan de ano de eleição. Elas devem ser os princípios fundamentais do governo", afirmou Obama durante a coletiva. Nancy é diretora da empresa de consultoria McKinsey & Company, e foi secretária-assistente do Tesouro na administração do ex-presidente Bill Clinton.   "Eu estou fazendo tudo o que temos que fazer para assegurar que no dia em que tomar posse, estaremos preparados para nos engajar imediatamente para resolver a situação lá", afirmou o presidente eleito em coletiva de imprensa. "Não um acordo de curto prazo, mas construir um processo com o qual conseguiríamos uma paz mais duradoura na região."   Nos últimos dois dias, Obama somente havia expressado preocupação com a morte de civis. Quando perguntado nesta quarta porquê ele se nega a falar mais sobre a situação, o próximo chefe de Estado voltou a se referir ao atual presidente George W. Bush. "Não podemos mandar uma mensagem para o mundo de que há duas administrações diferentes conduzindo a política externa."   Indagado se estava preocupado com as críticas de que ele estaria quieto demais diante de um grande desafio de política externa que enfrentará em breve, Obama respondeu: "não posso controlar como as pessoas interpretam o que estou dizendo. Esse silêncio não é como uma consequência de falta de preocupação."   "E de fato, isso não é um silêncio", continuou Obama. "Eu tenho explicado muito claramente sob quais limitações institucionais eu estou diante dessa questão". Por não haver se pronunciado sobre o conflito em Gaza, iniciado em 27 de dezembro, o presidente eleito foi acusado tanto de estar ao lado de Israel como de falhar ao apoiar o Estado judeu.  

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