Obama é refém de republicanos, diz assessor de Ahmadinejad

Presidente iraniano não deve se encontrar com representantes americanos durante sua visita a Nova York

Efe,

14 de setembro de 2009 | 12h48

O presidente americano, Barack Obama, não pode mudar a política de seu país em relação ao Irã porque é "refém do extremismo republicano", disse hoje Ali Akbar Javanfekr, assessor de imprensa internacional do líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Veja também:

link Irã aceita discutir programa nuclear com potências em outubro

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especialEspecial: O histórico de tensões do Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

especialEspecial: As armas e ambições das potências

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Irna", o responsável iraniano ratificou também que Ahmadinejad não tem prevista nenhuma reunião bilateral com representantes americanos durante sua próxima visita a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

A postura e a conduta de Obama em relação ao Irã indicam que "é refém do extremismo republicano. Não conseguiu limpar a Casa Branca das ideias de (seu antecessor) George W. Bush", disse Javanfekr.

Neste sentido, o responsável iraniano indicou que a atitude de Obama após os distúrbios pelos resultados das eleições no Irã também mostra que "é obrigado" a seguir a orientação republicana.

Cerca de 30 pessoas morreram - segundo números oficiais - e aproximadamente 4 mil foram detidas durante os protestos contra a reeleição de Ahmadinejad, que a oposição reformista denunciou como fraudulenta.

O Irã acusou os Estados Unidos e outros países ocidentais de instigar a revolta e de organizar uma conspiração para tentar derrubar o regime.

Javanfekr também falou da viagem de Ahmadinejad a Nova York e da oferta que o presidente iraniano realizou a Obama de manter um debate público para analisar os problemas e os desafios do mundo.

"A proposta de debate entre os presidentes dos Estados Unidos e do Irã é um canal viável para tocar alguns temas globais, mas parece que a sugestão inquietou os responsáveis americanos, já que Obama não mostrou, até o momento, nenhuma atitude positiva", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
ObamaAhamadinejadIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.