Obama exige libertação dos três jovens americanos presos no Irã

Universitários estão detidos no país há um ano, e foram acusados de espionagem pelo governo iraniano

Efe,

30 de julho de 2010 | 21h43

Mães dos très jovens americanos protestam em frente à Missão Iraniana em Washington

 

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exigiu nesta sexta-feira, 30, a libertação imediata dos três turistas americanos cuja detenção no Irã completa um ano neste sábado.

 

Em comunicado divulgado hoje pela Casa Branca, Obama afirma que a prisão "injusta" de Sarah Shourd, Shane Bauer e Josh Fattal "não tem nada a ver com os assuntos que continuam separando os Estados Unidos e a comunidade internacional do Irã".

 

A libertação dos três turistas é "um imperativo humanitário", pois os jovens são "inocentes", diz a nota.

 

"Nunca trabalharam para o governo dos Estados Unidos. Simplesmente, são jovens de mente aberta, aventureiros que representam o melhor dos EUA e do espírito humano", afirma o texto.

 

"Nunca tiveram nenhuma disputa com o governo iraniano e sentem um grande respeito pelo povo desse país", ressalta Obama, que aponta o "sofrimento" das famílias dos jovens.

 

Após lembrar que falou com as mães dos três presos nesta semana, as quais receberam permissão do governo iraniano para visitar seus filhos na prisão, Obama disse que, embora o gesto seja "bem-vindo", não pode "imaginar o quão difícil foi para essas três valentes mulheres voltar para casa sem seus filhos".

 

O presidente americano também reivindica do informações sobre o paradeiro do agente do FBI Robert Levinson, desaparecido no Irã há três anos e sobre quem não há notícias desde então.

 

"Todos os americanos se unem em apoio aos nossos cidadãos que sofrem detenções injustas no exterior e não descansaremos até que retornem", concluiu Obama.

 

Bauer, de 27 anos; Fattal, da mesma idade; e Shourd, de 30; foram detidos após atravessar ilegalmente a fronteira entre Iraque e Irã, e são acusados de espionagem pelas autoridades iranianas.

 

Os detidos garantem que são turistas que se perderam durante uma excursão e entraram no Irã por erro.

 

 

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