Obama pede acordo para formação de novo governo no Iraque

Em carta ao premiê, presidente americano ressalta necessidade de dar fim a instabilidade política

Efe

16 de agosto de 2010 | 08h32

BAGDÁ - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu nesta ao primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, que forme um governo interpartidário com o principal grupo opositor, em carta entregue pelo secretário americano Jeffrey Feltman, informa nesta segunda-feira, 16, o jornal al-Sabah.

 

Secretário de Estado adjunto dos EUA para o Oriente Médio, Feltman faz viagem ao Iraque e entregou a al-Maliki uma mensagem com um plano de trabalho para formação do Gabinete, ressalta o jornal.

 

Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo e membro da coalizão governista Estado de Direito, explicou que a carta de Obama indica que é preciso formar rapidamente o novo governo com a coalizões Al-Iraqiya, liderada pelo ex-premiê Iyad Allawi, que conquistou a maioria no Parlamento.

 

De acordo com a mensagem de Obama, no novo Executivo também devem participar os outros blocos que obtiveram representação parlamentar, como a Aliança do Curdistão e a Aliança Nacional Iraquiana (ANI), terceiro grupo nas eleições legislativas de 7 de março.

 

Feltman, que chegou no sábado passado a Bagdá, se reuniu com al-Maliki, com o presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, e com o dirigente da ANI, Amar al-Hakim, entre outros líderes iraquianos.

 

Por outro lado, uma fonte da ANI, citada pelo jornal, expressou a rejeição de seu grupo à "sugestão americana de outorgar à Al-Iraqiya ou ao Estado de Direito o cargo de primeiro-ministro ou o de chefe do Parlamento". Segundo essa fonte, a ANI também não estaria de acordo com a obtenção de alguns ministérios, nem com os curdos na Presidência.

 

Por sua vez, o dirigente da Aliança do Curdistão, Mahmoud Osman, disse que sua coalizão "não estaria contrária às sugestões dos EUA, caso todos os blocos políticos cheguem a um consenso".

 

Os partidos iraquianos não conseguiram ainda chegar a um acordo para criar um novo Gabinete por causa dos apertados resultados das eleições parlamentares de 7 de março, vencidas pela Al-Iraqiya com 91 das 325 cadeiras do Parlamento, frente a 89 do grupo governista Estado de Direito e 70 da ANI.

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