Larry Downing/Reuters
Larry Downing/Reuters

Obama pede que expansão de colônias na Cisjordânia siga congelada

Faz sentido estender moratória se conversas avançarem construtivamente, diz presidente

estadão.com.br,

10 de setembro de 2010 | 15h56

O presidente americano, Barack Obama, defendeu nesta sexta-feira que a expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia continue congelada após o fim da moratória imposta pelo premiê Benjamin Netanyahu, que expira no próximo dia 26. 

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"Faz sentido estender a moratória se as conversas avançarem construtivamente", disse Obama em uma entrevista coletiva na Casa Branca.

O presidente admitiu no entanto que será politicamente complicado para Netanyahu ampliar a moratória. Partidos religiosos, como o Shas, e conservadores, como o Israel Beteinu, são favoráveis à expansão.

"No fim das contas, a solução é os dois lados definirem o que é Israel e o que será Palestina. A partir disto você pode começar a construir", acrescentou o presidente.

O comentário foi a primeira menção do presidente a questão, um dos principais entraves às negociações diretas entre palestinos e israelenses, iniciadas na semana passada. Os palestinos defendem a continuação da moratória. Netanyahu já indicou que ela deve terminar.

Obama prometeu ainda se envolver nas negociações de paz e pediu que o premiê israelense e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas comecem a pensar em como ajudar um ao outro a obter sucesso.

De acordo com o presidente, a ausência de um Estado palestino no Oriente Médio prejudica os interesses nacionais de americanos e israelenses. A secretária de Estado, Hillary Clinton, viaja na semana que vem à região para a segunda rodada de negociações, no Egito.

Reuters e Efe

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