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Reuters
Reuters

Obama prefere diálogo com Irã, mas não descarta opção militar

Governo iraniano volta a ser pressionado pela comunidade internacional após descoberta de nova usina nuclear

25 de setembro de 2009 | 18h54

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira, 25, que "não descarta" a opção militar no Irã, mas prefere continuar a via diplomática para persuadir o país a renunciar a suas atividades de enriquecimento de urânio. Em entrevista coletiva após o encerramento da cúpula do G-20 realizada nos últimos dois dias em Pittsburgh, Obama afirmou: "não descarto nenhuma opção no que se refere à segurança nacional", mas "a via diplomática continua sendo o caminho preferido."

 

O chefe de Estado americano, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, acusaram nesta sexta-feira o Irã de estar construindo uma usina atômica escondida dentro de uma montanha, em flagrante desrespeito às regras de não-proliferação nuclear. Algumas horas depois de um duro comunicado dos chefes de Estado e de governo reunidos nos EUA, o governo iraniano confirmou publicamente a existência da usina de enriquecimento de urânio e defendeu sua construção.

 

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O Irã é "um enganador em série", acusou Gordon Brown, que falou ao lado de Obama e Sarkozy antes do início dos trabalhos do dia da reunião de cúpula do G-20. Sarkozy ameaçou impor sanções contra o Irã se o país não cumprir até dezembro as determinações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

O anúncio ofuscou a cúpula do G-20, cujo objetivo era discutir a economia mundial. "O Irã está quebrando as regras que todos os países precisam seguir e ameaçando a estabilidade e segurança da região e do mundo", disse o presidente Obama. Segundo ele, essa usina "representa um desafio à fundação do regime de não-proliferação."

 

Desde que assumiu, em janeiro, Obama vem adotando uma nova estratégia de diálogo com o Irã, afastando-se da abordagem de isolamento do governo iraniano pelo ex-presidente George W. Bush. Para 1º de outubro estão marcadas negociações do Irã com o chamado sexteto, integrado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) mais a Alemanha, em Genebra.

 

Com a revelação da usina secreta, os líderes esperam pôr o Irã na defensiva. Mas os iranianos já se mostraram pouco vulneráveis a esse tipo de pressão. A nova usina vem sendo construída há vários anos dentro de uma montanha, perto da cidade sagrada de Qom. "Não é a primeira vez que o Irã esconde informações sobre seu programa nuclear.

 

O país tem direito à energia nuclear pacífica, mas o tamanho e a configuração dessa usina não são consistentes com um programa pacífico", disse Obama. "O Irã precisa agir imediatamente para restabelecer a confiança da comunidade internacional, com o cumprimento de suas obrigações internacionais."

 

(Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)

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