Obama promete justiça após morte de embaixador em ataque na Líbia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira fazer justiça com os assassinos do embaixador norte-americano na Líbia e de outros três diplomatas, enquanto buscava evitar os efeitos de um ataque que joga luz sobre como seu governo lidou com a "Primavera Árabe".

Reuters

12 de setembro de 2012 | 14h30

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama classificou o ataque em Benghazi de "ultrajante e chocante", mas insistiu que isso não ameaça as relações com o novo governo eleito da Líbia, que assumiu o poder em julho, depois que as forças rebeldes apoiadas pela força aérea da Otan derrubaram Muammar Gaddafi no ano passado.

O ataque a diplomatas norte-americanos, deflagrado por um filme de produção norte-americana considerado um insulto ao profeta Maomé, pode suscitar questionamentos sobre a política de Obama com relação à Líbia na era pós-Gaddafi num momento em que ele busca a reeleição em novembro.

Obama, que aparentemente buscou tomar a iniciativa depois do ataque, prometeu trabalhar com o governo líbio para "garantir que seja feita justiça para esse ato terrível".

"E não se enganem: a justiça será feita", afirmou Obama, ao lado da secretária de Estado, Hillary Clinton. Ele determinou o aumento da segurança nas embaixadas norte-americanas em todo o mundo e uma equipe antiterrorista de fuzileiros navais foi enviada à Líbia para aumentar a segurança dos funcionários norte-americanos.

O embaixador Chris Stevens e três funcionários da embaixada foram mortos na terça-feira, quando militantes islâmicos atacaram o consulado em Benghazi e um outro local na cidade, que fica no leste do país e foi o berço do levante do ano passado contra o governo de 42 anos de Gaddafi. Outro ataque foi desferido contra a embaixada norte-americana no Cairo.

Stevens, veterano na diplomacia com experiência de 21 anos na profissão, foi uma das primeiras autoridades norte-americanas a chegar a Benghazi durante o levante contra Gaddafi no ano passado.

Um dos diplomatas mortos foi identificado como Sean Smith. Os nomes dos outros dois não haviam sido divulgados ainda para que o governo notificasse primeiro as famílias.

IMPACTO NA CAMPANHA

Obama elogiou a eleição da Líbia em julho como um marco na transição democrática pós-Gaddafi e prometeu que os EUA agiriam como parceiro, mesmo advertindo que haveria desafios difíceis pela frente.

Na série de levantes da Primavera Árabe no ano passado, Obama optou por uma estratégia cautelosa que provocou críticas do Partido Republicano.

Tudo o que sabemos sobre:
LIBIAEUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.