Obama se diz 'animado' com avanços em paz no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se mostrou nesta terça-feira, 18, "animado" com alguns dos passos dados por palestinos e israelenses para criar um clima que permita retomar as negociações de paz e avançar para um acordo integral definitivo. "Estou animado com algumas das coisas que estou vendo no terreno (...). Tudo isso está criando um clima no qual é possível ver alguns passos positivos e negociar, tomara, uma solução final" ao conflito, disse Obama à imprensa, depois de se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, na Casa Branca.

Efe e AP,

18 de agosto de 2009 | 18h35

 

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O presidente americano se referiu ao levantamento ocasional de postos de controle na Cisjordânia, à maior atividade econômica nesse território e às melhoras significativas registradas nas forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP). No mesmo sentido, qualificou como um "movimento na direção adequada" o fato de o Governo israelense não ter empreendido iniciativas para construir nas colônias judaicas, à espera de alcançar um acordo com os Estados Unidos a respeito, como disse hoje o ministro da Habitação israelense, Ariel Atias.

 

O Governo dos Estados Unidos exigiu que Israel coloque fim aos assentamentos judaicos em território palestino. "Disse, desde o início, que todas as partes envolvidas tinham que dar alguns passos concretos para retomar negociações sérias a fim de resolver o que foi um conflito prolongado, que não é bom para os israelenses nem para seus vizinhos", disse Obama. O presidente americano considerou que o Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "tomou as conversas conosco (sobre este assunto) muito a sério". 

 

No entanto, Obama insistiu em que espera ver não somente sinais de Israel, mas também dos palestinos e dos vizinhos árabes em torno dos assuntos relacionados com a segurança e com a incitação à violência. "Se todas as partes estiverem dispostas a romper a rotina na qual estamos atualmente, então acho que haverá uma oportunidade extraordinária para um progresso real", disse. O líder dos EUA advertiu, no entanto, que ainda não se "chegou a este ponto".

 

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que "estamos indo na direção certa" e que os países árabes estão prontos a ajudar Israel e os palestinos voltarem às negociações. Mubarak tem 81 anos e governa o Egito desde 1981.

 

A Embaixada do Egito negou que ele tenha dito que disputará mais um mandato como presidente em 2011. Segundo os funcionários egípcios, houve um erro de tradução em uma declaração de Mubarak e o presidente egípcio estava se referindo à reforma política que está implementando em seu país. "Eu entrei na disputa com uma plataforma que inclui reformas e nós começamos a implementar algumas delas. Ainda temos dois anos para adotá-las", disse Mubarak.

 

As relações entre os EUA e o Egito esfriaram durante a administração de George W. Bush, por causa dos insistentes pedidos de Washington para que Mubarak faça a reforma política no Egito, país mais populoso do mundo árabe.

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