Obama vê 'obstáculos enormes' em conversações no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira que vê 'enormes barreiras' a serem superadas nas negociações de paz do Oriente Médio, mas afirmou que vale a pena correr esse risco e que os EUA continuariam empenhados, mesmo que as conversações fracassem.

REUTERS

10 de setembro de 2010 | 15h16

"Existem obstáculos enormes entre o momento atual e a nossa meta", disse Obama durante entrevista coletiva.

Ele acrescentou que as conversações entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que vão se reunir novamente no Egito nos dias 14 e 15 de setembro representam uma chance de se atingir o objetivo de haver um estado Palestino independente, convivendo lado a lado e pacificamente com Israel.

"As duas partes precisam uma da outra. Isso não quer dizer que vai funcionar. No final das contas, vai depender exclusivamente deles", disse Obama.

"Continuo esperançoso, mas isso será difícil", disse Obama. "É um risco que vale a pena ser corrido, porque a alternativa é um status quo insustentável. Portanto, se as conversações fracassarem, teremos que continuar tentando."

Barack Obama revelou que disse a Netanyahu que fazia sentido estender a moratória em relação à construção de assentamentos judaicos enquanto as conversações de paz sobre o Oriente Médio forem construtivas.

Obama afirmou que um acordo de paz entre Israel e os palestinos poderia "mudar o cenário estratégico do Oriente Médio" e ajudar os esforços dos EUA de pressionar o Irã em relação ao seu programa nuclear.

"Isso é algo que nos interessa. Não estamos fazendo isso apenas para nos sentir bem. Estamos fazendo porque vai ajudar a tornar os EUA mais seguros, também."

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