Obama volta a defender ação contra a Síria e diz que fará pronunciamento na terça

Obama volta a defender ação contra a Síria e diz que fará pronunciamento na terça

Presidente dos EUA reafirma que vai esperar Congresso antes de agir; 'morte de crianças não será usada como pretexto para ação', afirmou

06 de setembro de 2013 | 12h18

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a defender hoje uma intervenção militar na Síria, em resposta ao suposto ataque com armas químicas pelo regime de Bashar Assad, que teria deixado mais de 1.400 mortos no arredores de Damasco no mês passado. Falando em coletiva durante a reunião de cúpula do G-20, na cidade russa de São Petersburgo, Obama afirmou que pretende fazer um pronunciamento sobre o assunto na Casa Branca na próxima terça-feira (10). Na mesma entrevista, o presidente americano declarou não ter dúvidas de que o regime de Assad tem usado armas proibidas contra sua população e sublinhou que os EUA "estão prontos para atacar" a Síria "hoje, amanhã ou daqui a semanas".

Obama disse ainda que não usará "a morte de crianças como pretexto para uma ação militar". "Minha missão é acabar com guerras, não começa-las", afirmou.

Segundo Obama, a maioria dos líderes do G-20 acredita que forças de Assad lançaram o ataque com gás sarin. Ele disse também que países condenaram o suposto ataque e pediram uma ação contra Assad. Para Obama, as armas químicas na Síria "ameaçam a segurança global".

Obama afirmou ainda ter discutido a questão síria com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e que vai continuar consultando líderes mundiais sobre a assunto nos próximos dias. Os russos são tradicionais aliados de Damasco. 

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