Observadores eleitorais aprovam eleição líbia

Observadores internacionais declararam a eleição para a assembleia nacional da Líbia um sucesso nesta segunda-feira, concluindo que incidentes violentos e protestos contra a votação no leste irrequieto não conseguiram impedir os líbios de comparecer às urnas em grande número.

Reuters

09 de julho de 2012 | 11h45

As Nações Unidas, os Estados Unidos e outros apoiadores ocidentais do levante do ano passado que pôs fim a 42 anos de governo de Muammar Gaddafi já deram boas notas para o que foi a primeira eleição nacional livre do Estado norte-africano em seis décadas.

"É notável que quase todos os líbios tenham depositado seus votos livres de medo ou de intimidação", disse Alexander Graf Lambsdorff, da Equipe de Avaliação da União Europeia, em uma entrevista à imprensa.

"Estes incidentes não põem em dúvida a integridade nacional das eleições como um todo", ele disse, referindo-se aos casos de roubos e incêndios de urnas e protestos de manifestantes que buscam maior autonomia para o leste do país. Duas pessoas foram mortas nos tumultos.

A equipe da UE visitou meia dúzia de cidades importantes, incluindo a capital Trípoli e Benghazi no leste, o epicentro do levante, mas não foram para o deserto sul, onde a segurança permanece precária por causa de confrontos tribais.

O Centro Carter, sediado nos EUA, disse que sua equipe de observação de 45 pessoas também não visitou o sul e reconheceu que sua operação para a eleição de sábado foi de certa forma limitada.

Quase 1,8 milhão dos 2,8 milhões de eleitores registrados depositaram seus votos, um comparecimento de 65 por cento, disseram as autoridades.

Resultados oficiais seriam publicados distrito por distrito ainda na segunda-feira. A mídia local sugeriu que um partido liderado pelo primeiro-ministro Mahmoud Jibril está liderando grupos islâmicos como o braço político da Irmandade Muçulmana da Líbia.

Jibril, educado no Ocidente, rejeita os rótulos de liberal e secular e diz que a sharia (lei islâmica) é um dos princípios da aliança. No domingo, ele ofereceu formar uma grande coalizão com todas as forças políticas na Líbia.

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