Ocidente está submetido a vontades de Israel, diz Ahmadinejad

Esforços para o fim do programa nuclear do Irã 'serão infrutíferos', segundo o presidente

25 de março de 2010 | 17h58

Efe

 

TEERÃ- O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chamou nesta quinta-feira, 25, os governantes ocidentais de covardes e afirmou que eles estão submetidos à vontade do Estado de Israel.

 

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Em discurso na inauguração de uma represa, Ahmadinejad também disse que os esforços para deter o programa nuclear do Irã "serão infrutíferos".

 

"Não há um único estadista no Ocidente que seja suficientemente valente para se levantar e fazer frente aos corruptos sionistas, que dominam as nações europeias e os Estados Unidos, e os humilham com seus crimes", afirmou o presidente iraniano, citado pela televisão estatal.

 

Ahmadinejad pediu ao Ocidente para que retire o apoio incondicional que, em sua opinião, oferece ao Estado judeu.

 

"Nossas expectativas são tão baixas que não pedimos para que interrompam seus crimes, embora moralmente sejam obrigados a isso. Sejam neutros, retirem o apoio a esses sionistas", disse.

 

Mais cedo, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, exigiu que a comunidade internacional puna Israel pela decisão de construir novos assentamentos em Jerusalém.

 

Em declarações divulgadas hoje pela televisão estatal, Mehmanparast criticou duramente a política do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a qual, em sua opinião, é mais uma demonstração da "natureza invasora dos líderes sionistas e de sua personalidade agressiva".

 

"O Ocidente deve agir e deve fazê-lo de forma prática para frear de uma vez o terrorismo de Estado do regime sionista", afirmou.

 

Mehmanparast atacou a explicação dada pelo primeiro-ministro israelense, quem assegurou que construir em Jerusalém é como fazê-lo em Tel Aviv, já que a cidade é a capital do Estado judeu.

 

"Esses comentários são uma prova clara da natureza expansiva e invasora dos líderes israelenses em relação aos locais santos muçulmanos e aos fiéis de outros credos. Revela as avessas intenções de demolir esses santuários islâmicos e o mundo deve entender isso como um alarme", afirmou.

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