Ofensiva contra Hamas aceleraria libertação de Shalit, diz Israel

Soldado israelense foi capturado em Gaza em 2006; ministro da Defesa afirma que soltura requer 'decisões duras'

Efe,

22 de janeiro de 2009 | 15h34

A ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza poderia "acelerar" a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado pelo movimento islâmico e outras milícias em junho de 2006, disse nesta quinta-feira, 22, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak.  Veja também:Palestinos reparam túneis apesar de ameaças de IsraelHamas passa a falar em negociaçãoEspecial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques     Barak admitiu que a libertação de Shalit iria requerer tomar "decisões duras", em referência à libertação de presos que o Hamas exige para entregar o soldado preso. O jornal israelense Haaretz publicou nesta quinta que vários membros do governo abrandaram suas posturas sobre o preço a pagar pela libertação de Shalit, e poderiam agora estar mais dispostos a fazer concessões que há alguns meses. O Hamas exige a libertação de mil presos palestinos em troca do jovem soldado, muitos deles com crimes de sangue, mas até há pouco Israel se negava a libertar aqueles que tivessem participado de "atividades terroristas." "Há uma maioria sólida no Gabinete que apoia a libertação de muitos assassinos para a libertação de Shalit", declarou ao jornal um ministro que também faz parte do gabinete de Segurança, que toma este tipo de decisões. A devolução do soldado poderia estar entre as condições de Israel para o estabelecimento de uma trégua definitiva em Gaza. O Hamas exige, além da libertação de mil palestinos, a reabertura dos postos fronteiriços e o fim do bloqueio à região. Porém, até o momento Israel se nega a abrir as fronteiras até que se liberte Shalit.

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