Ofensiva da Otan muda para evitar vítimas civis no Afeganistão

Será lançado programa de rádio para que povo de Marjah saiba como se proteger durante ataques

Efe,

15 de fevereiro de 2010 | 12h56

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e as tropas afegãs anunciaram nesta segunda-feira, 14, que abrirão mão do uso de artilharia pesada durante a ofensiva contra os talebans na província de Helmand, com o objetivo de evitar mortes entre civis.

 

Em entrevista coletiva em Helmand, o ministro do Interior afegão, Mohammed Hanif Atmar, anunciou a medida e destacou que a força aliada estará em constante contato com os líderes regionais para informar sobre a tática militar.

 

Segundo o ministro, será lançado um programa de rádio para que o povo de Marjah, reduto talebans e epicentro do grande ataque militar, saiba o que deve fazer para se proteger durante a ofensiva.

 

O chefe da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Otan, Stanley McChrystal, afirmou na entrevista que a ofensiva está sendo "liderada pelos afegãos", algo que ressalta a "associação especial" entre as tropas estrangeiras e locais.

 

O general americano louvou os soldados afegãos e disse estar orgulhoso do comportamento deles.

 

Já o ministro da Defesa do Afeganistão, Abdul Rahim Wardak, destacou que a força aliada quer enviar a mensagem aos rebeldes e ao povo afegão de que não deixarão a região após a ofensiva militar.

 

Ontem, a Isaf admitiu ter lançado dois foguetes que desviaram 300 metros do alvo inicial - um refúgio insurgente - e mataram 12 civis.

 

McChrystal pediu desculpas ao presidente afegão, Hamid Karzai, e ordenou que o sistema de lançamento de mísseis não voltasse a ser utilizado até nova inspeção.

 

Desde que assumiu o comando das tropas estrangeiras no Afeganistão, no ano passado, o general americano insistiu em estreitar a colaboração com as forças afegãs e evitar a morte de civis.

 

Mais de cinco mil soldados americanos, dois mil afegãos, milhares de britânicos e soldados de Dinamarca, Estônia e Canadá participam desde sábado da grande ofensiva, dirigida a retirar os insurgentes de Marjah, único núcleo urbano que controlavam totalmente em Helmand.

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