Ofensiva de Israel mata 41 palestinos em Gaza; 2 soldados mortos

Israel matou 41 palestinos neste sábado namais mortífera e ampla incursão militar na Faixa de Gaza desdea retirada israelense do local, em 2005. A nova ofensivaalimenta temores de que um conflito maior possa tirar dostrilhos as recentes conversas de paz patrocinadas pelos EUA. Dois soldados israelenses também foram mortos, e seteficaram feridos, informou o Exército. Essas foram as primeirasbaixas israelenses em quatro dias de confronto. Pelo menos 76 palestinos foram mortos desde quarta-feira emintensos ataques aéreos e incursões israelenses no pequenoterritório controlado pelo Hamas, casa de 1,5 milhão de pessoase que fica espremido entre Israel, Egito e o Mediterrâneo. Israel afirma estar respondendo a foguetes lançados nafronteira por militantes e que mataram um homem na cidade deSderot, na quarta-feira, ferindo outras pessoas na importantecidade de Ashkelon. Autoridades palestinas disseram que o número de mortes emGaza neste sábado foi o maior registrado em um só dia desde2002. Dos 41 palestinos mortos, pelo menos 23 eram civis e osoutros eram militantes, de acordo com funcionários de umhospital e membros do movimento islâmico, que tomou oterritório em junho de 2007 após derrotar as forças do Fatah,movimento mais secular ligado ao presidente Mahmoud Abbas. Um dos mortos civis era uma mãe que preparava café-da-manhãpara seu filho quando foi atingida por um tiro, segundoparentes e fontes do hospital. Uma menina e seu irmão tambémestão entre os mortos. Autoridades palestinas disseram que as forças de Israelavançavam rumo às cidades de Beit Hanoun e Jabalya,configurando a maior e mais profunda incursão em Gaza desde2005, quando Israel retirou seus assentados e tropas doterritório após 38 anos. Os Estados Unidos conclamaram Israel na sexta-feira a"considerarem as conseqüências" de qualquer ação antes dapróxima semana, quando está agendada uma visita da secretáriade Estado dos EUA, Condoleezza Rice. Mais derramamento de sangue pode acabar frustrando asesperanças de Washington de um acordo para um Estado Palestinoantes que o presidente George W. Bush deixe o cargo, em janeirode 2009. Abbas, que continua hostil ao Hamas, classificou as açõesde Israel de "inacreditáveis" e disse que está acontecendo"mais do que um Holocausto" na região, em referência aoscomentários feitos na sexta-feira pelo vice-ministro da Defesa,Matan Vilnai. Vilnai disse que os palestinos poderiam enfrentar um"sloah" se os ataques com foguete não cessassem. Depois,afirmou que quis dizer com isso "desastre" em vez de"holocausto", este último o significado mais comum da palavra.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.