Ofensiva deve continuar até atingir objetivo, diz Olmert

Premiê de Israel afirmou que ninguém além do próprio país pode decidir como proteger os cidadãos

Associated Press e Efe,

11 de janeiro de 2009 | 09h27

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert disse neste domingo, 11, que os militares do país fizeram conquistas impressionantes em sua campanha contra os militantes em Gaza, mas que a ofensiva deverá continuar até atingir seu objetivo, de deter os ataques de foguetes no sul de Israel. Segundo ele, esses objetivos estabelecidos estão perto de ser cumpridos. Horas antes do encontro, uma troca de tiros entre militares israelenses e militantes palestinos, além de ataques aéreos do exército de Israel, deixou ao menos 26 mortos na região. Veja também:Troca de tiros e ataques na Faixa de Gaza mata pelo menos 26Israel e Hamas prometem seguir com a luta na Faixa de GazaMilhares de europeus protestam contra ofensiva em GazaPresidente da ANP diz que 'agressão' deve parar Após fracasso da ONU, Egito tenta cessar-fogoONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em GazaEmbaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito Especial traz mapa com principais alvos em Gaza Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques     O alcance dessas metas precisa "mudar a realidade da segurança no sul" de Israel, alvo frequente dos foguetes palestinos, "para que nossos cidadãos se sintam seguros a longo prazo e estáveis", disse Olmert no início da reunião semanal que tem com seus ministros. Referindo-se a resolução aprovada esta semana pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que pede o cessar-fogo imediato, Olmert falou que ninguém além de Israel pode decidir a melhor forma de proteger seus cidadãos. O chefe de governo reiterou sua rejeição à resolução. "Nenhuma resolução passada ou futura nos privará do direito básico de defendermos os habitantes de Israel. Nunca permitimos que ninguém decida por nós se temos o direito de confrontar aqueles que lançam bombas contra nossas creches e escolas, e não o faremos no futuro", disse. Falando de uma reunião em seu gabinete, o premiê afirmou que Israel já fez grandes sacrifício militar combatendo na Faixa de Gaza, em que 10 soldados perderam a vida, até agora. Olmert disse que parar agora seria um esforço desperdiçado com o sucesso à vista. Olmert falou ainda que seu país se aproxima das metas estabelecidas para si, mas que "mais paciência, determinação e esforços ainda são exigidos". "No último minuto, não devemos pôr a perder o esforço nacional sem precedentes que tornou possível restaurar o espírito de unidade do povo de Israel. A população israelense, principalmente a que vive no sul, tem paciência e vontade para isso. E o Governo também", acrescentou. Encontro Antes de entrar na reunião, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse, por sua vez, que "não existe contradição" entre a atividade militar em curso na Faixa de Gaza e os esforços diplomáticos para um cessar-fogo. Outros ministros, como o de Habitação, Ze'ev Boim, e o de Indústria, Eli Yishai, defenderam o aumento da intensidade da operação, que se encontra em sua segunda fase desde o último dia 3, quando Israel invadiu Gaza por terra. A ofensiva lançada em 27 de dezembro já matou mais de 850 palestinos e feriu cerca de 3,5 mil. DO outro lado, 13 israelenses morreram, sendo três civis. Atualizado às 10h40 para acréscimo de informações

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