Oito pessoas morrem em 24 horas fatais para Otan no Afeganistão

Um atirador usando um uniforme afegão usou sua arma contra treinadores estrangeiros que trabalhavam para a Otan na província de Herat, no oeste do país, neste domingo, matando três pessoas em 24 horas cruéis para a coalizão, que também viu cinco soldados da Otan serem mortos.

AMIE FERRIS-ROTMAN, Reuters

22 de julho de 2012 | 17h31

O último tiroteio feito por um afegão usando um uniforme de polícia ou do exército aconteceu em um centro de treinamento regional na relativamente pacífica província ocidental perto da fronteira com o Irã, que é normalmente patrulhada por forças italianas.

"Um indivíduo usando um uniforme da Força de Segurança Nacional Afegã virou sua arma contra empregados civis contratados pela ISAF no oeste do Afeganistão hoje, matando três deles", disse um porta-voz da coalizão liderada pela Otan, acrescentando que havia um número ignorado de feridos.

"Um insurgente também foi morto na ação e ainda estamos buscando outro atirador", disse.

Relatos iniciais da mídia afegã, que não puderam ser imediatamente confirmados pela Reuters, diziam que três mortos eram cidadãos norte-americanos. Alguns relatos diziam que havia quatro mortos.

Quatro soldados estrangeiros foram mortos na manhã de domingo por bombas improvisadas em dois incidentes no leste e no sul do país, enquanto outro foi morto em um ataque insurgente no volátil leste na noite de sábado.

Os chamados tiroteios verde no azul, no qual policiais ou soldados afegãos usam suas armas contra mentores ocidentais, erodiram gravemente a confiança entre os aliados enquanto os soldados combatentes da Otan preparam para transferir o poder para as forças afegãs até 2014, quando a maior parte das tropas estrangeiras deve deixar o país.

Segundo a Otan houve 20 ataques verde no azul contra as tropas estrangeiras desde janeiro, em que 27 pessoas foram mortas. No ano passado, houve 21 ataques nos quais 35 pessoas foram mortas.

Em um incidente separado, o Talibã executou cinco civis afegãos sequestrados no sábado que trabalhavam para a Otan na província de Wardak, perto da capital Cabul, dizia um comunicado do governador da província entregue à emissora de televisão afegã Tolo.

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