Olmert acusa radicais de usar prisioneiros para negociar

Premiê israelense afirma que Hezbollah e Hamas fazem um 'comércio sujo e cínico' com soldados seqüestrados

Efe e Associated Press,

16 de outubro de 2007 | 10h53

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, acusou nesta terça-feira, 16, os movimentos islâmicos Hezbollah e Hamas de realizar "um comércio sujo e cínico" em relação aos três soldados israelenses em seu poder, dois no Líbano e outro na Faixa de Gaza. Olmert disse ainda que a troca realizada nesta segunda-feira de um prisioneiro do Hezbollah que estava detido em Israel e os cadáveres de dois membros dessa milícia, pelo corpo de um civil israelense, "é parte de negociações para conseguir a libertação de Goldwasser e Regev". "Nossos inimigos comercializam com os sentimentos e a sensibilidade da sociedade israelense sobre os prisioneiros", disse Olmert ao receber novos imigrantes judeus, em alusão a Gilad Shalit - capturado há mais de um ano por comandos palestinos de Gaza - e aos reservistas Eldad Regev e Ehud Goldwasser - em poder da milícia do Hezbollah, no Líbano. Desde que foram capturados, os parentes dos reservistas nunca receberam notícias, apesar das gestões do enviado alemão da ONU Ernst Uhrlau e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para conseguir uma troca. A captura de Goldwasser e Regev pelo Hisbolá, em 12 de julho do ano passado, desencadeou o ataque israelense ao sul do Líbano e um conflito de 34 dias que acabou em um cessar-fogo definido pelo Conselho de Segurança da ONU. "O caminho para concretizar seu retorno ainda é muito longo", disse o chefe do governo israelense, que também se referiu ao soldado retido na Faixa de Gaza, sob controle do movimento Hamas. A mãe de Goldwasser, Miki, disse à imprensa que o Estado de Israel "deve pagar qualquer preço" para conseguir a libertação dos três prisioneiros, mas disse que também sabe que "o caminho é longo". A rede de televisão "Al-Manar", ligada ao Hezbollah, informou hoje que o líder do grupo, Hassan Nasrallah, falará ainda nesta terça sobre a troca com Israel. Acredita-se que os fundamentalistas libaneses também sabem o paradeiro do militar israelense Ron Arad, co-piloto de um avião de combate que caiu há 21 anos no Líbano.

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