Olmert aprova a construção de 750 casas na Cisjordânia

Moradias serão erguidas no assentamento de Givat Zeev, fora dos limites que Israel traçou para Jerusálem

Reuters,

09 de março de 2008 | 12h40

Israel anunciou neste domingo, 9, planos para a construção de até 750 novas casas no assentamento judeu na Cisjordânia ocupada, o que os palestinos denunciaram como mais um golpe para as negociações de paz intermediadas pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito três dias depois de um homem palestino matar oito estudantes em um importante seminário judaico, em Jerusalém.O primeiro-ministro Ehud Olmert aprovou a construção em Givat Zeev que, diferentemente de outros locais onde desenvolvimentos foram anunciados recentemente, fica fora dos limites da cidade que Israel traçou para Jerusálem. Olmert disse que qualquer construção além dos limites municipais requer sua autorização pessoal. As negociações de paz, lançadas em novembro com o objetivo de chegar a um acordo antes de o presidente George W. Bush deixar a presidência em janeiro ficaram emperradas com disputas sobre a construção e uma ofensiva israelense com vítimas fatais na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas.A rádio de Israel afirmou que o partido ultra-ortodoxo Shas, um aliado-chave na coalizão de Olmert, havia ameaçado paralisar o governo se a construção não fosse aprovada. Mark Regev, porta-voz de Olmert, afirmou que os planos da construção têm quase uma década. "Essa não é um decisão nova. Essa decisão precede este governo", Regev declarou. O negociador palestino Saeb Erekat condenou a decisão. "Isso vai minar as negociações", disse, quatro dias antes do primeiro encontro de um comitê especial para acessar se Israel e os palestinos estão cumprindo seus compromissos do "mapa" para a paz. O mapa determina que Israel interrompa toda a atividade para assentamentos e que os palestinos contenham os militantes. Os palestinos suspenderam as negociações de paz com Israel em dezembro após um anúncio de planos para a construção de casas em terra ocupada em Har Homa, perto de Jerusávelm. As negociações foram novamente suspensas pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, na semana passada, após uma ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que matou mais de 120 palestinos, cerca de metade deles civis. Abbas concordou em retomar as negociações após uma visita da secretária de Estado Condoleezza Rice.

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