Olmert busca acordo definitivo com palestinos em até um ano

Premiê israelense diz que quer resolver 'assuntos fundamentais' antes da nova eleição nos EUA, em 2008

Efe,

02 de novembro de 2007 | 13h28

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, busca um acordo definitivo com os palestinos no prazo de um ano, informa nesta sexta-feira, 2, o jornal Haaretz. Segundo o periódico, que cita fontes diplomáticas ocidentais e funcionários de governo israelenses, Olmert se pôs o objetivo de resolver "todos os assuntos fundamentais" do conflito entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Entre estes assuntos estão a fixação de fronteiras, o problema dos refugiados, a divisão de fontes de água e a questão de Jerusalém, que no passado bloquearam as negociações por que as partes não entraram em um acordo. As fontes israelenses disseram ao jornal que o prazo fixado por Olmert vem da urgência que o conflito palestino-israelense tem para os Estados Unidos, onde o presidente George W. Bush concluirá seu mandato em janeiro de 2009. As eleições americanas acontecerão em novembro de 2008, e o primeiro-ministro israelense quer chegar a um acordo com os palestinos para essa data. Entre as razões, o Haaretz destaca as promessas que Bush fez a Israel no passado, entre elas, a que se levará em conta a realidade demográfica na hora de fixar fronteiras e a que os palestinos deverão desmantelar as organizações terroristas antes de declarar seu estado. "Nunca teremos um governo (nos EUA) mais cômodo", diz uma das fontes israelenses citando Olmert. A informação do diário contrasta com a postura de Israel nas negociações que celebra com a ANP para redigir uma declaração de princípios para a cúpula de Annapolis (EUA), prevista para final de novembro ou princípio de dezembro deste ano. Israel se negou até agora a colocar no documento um compromisso e prazos para negociar sobre os assuntos que geram o conflito, e demanda um texto de conteúdo gera e sem prazos. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegará amanhã à região, em sua terceira visita em seis semanas, para mediar entre as partes.

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