Olmert defende processo de paz, mas diz que acordo está longe

Declaração veio depois de vice-premiê sugerir a divisão de Jerusalém para criação de capital palestina

Reuters,

08 de outubro de 2007 | 20h01

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira, 8, estar determinado a fazer o processo de paz com os palestinos avançar, mas afirmou que um acordo ainda está longe de ser alcançado. O premiê fez a declaração a poucas semanas do início de uma conferência marcada para novembro nos Estados Unidos sobre a criação do Estado palestino. Veja Também Israel propõe divisão de Jerusalém com palestinos A declaração foi feita depois que o vice-primeiro-ministro israelense, Haim Ramon, sugeriu o estabelecimento da capital de um futuro Estado palestino nos bairros árabes de Jerusalém, anexados pelo Estado judeu em 1967. Olmert vem tentando diminuir as expectativas para a conferência, para amenizar a pressão de seus parceiros direitistas de coalizão, que são contra dividir Jerusalém.  O premiê disse ao Parlamento israelense que está entrando num processo diplomático "significativo" com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, mas não deu detalhes sobre o que pode oferecer ao líder do Fatah, que controla a Cisjordânia. "Quero comunicar aqui, do modo mais decisivo, que não pretendo procurar desculpas para fugir do processo diplomático", disse Olmert na segunda-feira, dia em que negociadores israelenses e palestinos deram início a negociações num local secreto em Israel sobre um documento conjunto a ser apresentado na conferência de novembro, em Annapolis, nos Estados Unidos. "Acho que há algo a ser discutido e a discussão é desejável", disse Olmert, que advertiu, entretanto, que um acordo de paz ainda está "bem longe, num caminho cheio de obstáculos". Olmert e Abbas concordaram na semana passada com a elaboração do documento, que será a base para as negociações sobre a criação do Estado palestino, as quais terão início depois da conferência. Assessores de Abbas disseram que as negociações sobre o status final, as fronteiras do Estado e o destino de Jerusalém e dos refugiados palestinos devem estar concluídas em seis meses - cronograma com o qual Israel não quer se comprometer.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.