Olmert defenderá paz com palestinos no Parlamento

Shimon Peres também irá discursar e deve retrucar as declarações do presidente iraniano

Efe,

08 de outubro de 2007 | 04h35

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, defenderá nesta segunda-feira, 8, seu programa político para retomar as negociações de paz com os palestinos, ao inaugurar o período de sessões no Parlamento (Knesset). As conversas que acontecem desde agosto com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, constituem "uma oportunidade" única para retomar as negociações, disse o premier no domingo, 7, durante o Conselho de Ministros. Se Israel se negar a negociar com Abbas, líder do movimento nacionalista Fatah e um dos artífices dos Acordos de Oslo (1993), terá de fazê-lo com os radicais do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), advertiu Olmert. Também falará nesta segunda na Knesset o presidente do país, Shimon Peres, que se concentrará, segundo fontes de seu escritório, em "replicar" o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por questionar a legalidade do Estado israelense e seus planos nucleares. Equipes de assessores e analistas de Olmert e Abbas começarão nesta segunda-feira a discutir os termos de uma declaração conjunta que possa servir como o primeiro de um acordo entre os dois governantes. As negociações entre os dois lados estão estagnadas desde janeiro de 2001, quatro meses depois do início da "Intifada de al-Aqsa", o levante contra a ocupação militar em Gaza e Cisjordânia. A declaração estudada pelas equipes de Olmert e Abbas, que defenderá o estabelecimento de um Estado palestino independente na Cisjordânia e Gaza, com capital em Jerusalém Oriental, será apresentada na conferência regional de paz prevista para o fim de novembro em Maryland, Estados Unidos. Essa reunião internacional "servirá para fortalecer o processo de paz, mas não deve substituir as negociações diretas entre Israel e os palestinos", afirmou Olmert na reunião com seus ministros. Abbas e Olmert querem incluir no documento "o maior número de pontos nos quais estão de acordo e adiar por enquanto aqueles nos quais existe desacordo", informou nesta segunda a rádio israelense.

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