Olmert descarta guerra entre Israel e Síria

Gabinete debate ameaças veladas de possível conflito armado e mostra preocupação com uma guerra indesejada

Efe,

08 de agosto de 2007 | 11h33

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou nesta quarta-feira, 8, a seus ministros, na reunião do Gabinete para Assuntos Políticos e de Segurança, que  Israel e Síria não planejam uma nova guerra.   "No entanto, devemos nos preparar para qualquer eventualidade, pois estamos preocupados com que alguém pense erroneamente que uma guerra indesejada explodirá", ressaltou.   A fim de tranqüilizar as autoridades sírias, Olmert afirmou no início da sessão que as reuniões do Gabinete de Segurança têm como único objetivo "fazer frente a qualquer situação" e que "Israel tenta impedir que os sírios tirem conclusões equivocadas", segundo o site do jornal Yedioth Ahronoth.   Ao fim do debate, não foram divulgados comunicados, e, por enquanto, os participantes não fizeram declarações.   Participam da conferência, entre outros, os ministros da Defesa, Ehud Barak; de Exteriores, Tzipi Livni; o vice-primeiro-ministro Haim Ramon; o titular de Assuntos Estratégicos, Avigdor Lieberman; o de Segurança Interior, Avi Dichter, e o de Transportes, o general reformado Shaul Mofaz, ex-comandante das Forças Armadas.   O Gabinete foi convocado pela sexta vez em um mês e meio, e os ministros tiveram que desligar seus telefones celulares, aparentemente para evitar o vazamento de informações para a imprensa.   Alguns deles disseram antes da reunião que seriam discutidos assuntos "delicados". Na pauta também estava um debate sobre a defesa da população civil diante de possíveis ataques com foguetes caso fosse declarada uma guerra.   No conflito do Líbano em 2006, o Hezbollah disparou cerca de 4 mil foguetes Katyusha contra localidades do norte de Israel, incluindo a cidade de Haifa, sem que as Forças Armadas conseguissem neutralizá-los.   Este é também o caso dos foguetes artesanais Qassam, disparados por milicianos palestinos da Faixa de Gaza contra localidades como a cidade de Sderot, no sul de Israel.   No domingo, na última reunião do Conselho de Ministros, o chefe do Departamento de Inteligência Militar do Exército, brigadeiro-general Yossi Baidatz, informou ao governo que o presidente sírio, Bashar al-Assad, ordenou intensificar a produção de mísseis de longo alcance.   Assad teria ordenado também que as baterias de mísseis antitanque fossem posicionadas em direção à fronteira com Israel. Na sua opinião, a movimentação indica que a Síria se prepara para uma guerra com Israel, segundo o Haaretz.   O jornal, no entanto, afirma que há três semanas, segundo outro relatório militar, a Síria se armou com mísseis terra-terra, mas "não tem intenções de atacar Israel".

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