Olmert diz que contatos diretos com a Síria estão próximos

Premiê israelense não confirma que negociará com presidente sírio durante encontro na França

Efe,

19 de junho de 2008 | 10h26

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, acredita que o momento de iniciar contatos diretos com a Síria para conseguir um acordo de paz "pode estar próximo". Olmert e o presidente sírio, Bashar al-Assad, estarão em Paris no dia 13 de julho para participar da cúpula da União pelo Mediterrâneo, mas o primeiro-ministro israelense não quis esclarecer se poderá se reunir com Assad.   Veja também:  Líbano volta a negar conversas de paz com Israel  Entra em vigor o cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza Entenda a disputa sobre as Colinas de Golan   "Uma vez que estejamos de acordo com a Síria sobre a agenda precisa e os pontos que vamos discutir, será o momento de lançar contatos diretos. Não estamos longe", declarou Olmert em entrevista publicada nesta quinta-feira, 19, pelo jornal francês Le Figaro. Segundo Olmert, essa é uma pergunta que deve ser feita ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, organizador da cúpula. "Ele sabe melhor do que eu o que vai ocorrer em Paris", disse.   Olmert ressaltou que tanto Israel quanto a Síria "sabem o que esperar um do outro". "Somos sérios. Por isso, não quero prosseguir indefinidamente as negociações indiretas. Para que estas sejam sérias e conclusivas devemos passar aos contatos diretos", afirmou.   Desde maio, representantes dos dois países, que continuam tecnicamente em guerra desde 1967, realizaram duas rodadas de negociações com a mediação da Turquia. Olmert ressaltou que um acordo com a Síria mudará a realidade no Oriente Médio e pode levar também a conversas com o Líbano.   Israel espera que a Síria se distancie do Irã e corte seus vínculos com o grupo xiita Hezbollah e o movimento islâmico Hamas, enquanto a principal reivindicação de Damasco nas conversas é a devolução do território das Colinas do Golan, ocupado pelos israelenses desde 1967.   O vice-primeiro-ministro israelense e ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que as negociações diretas não acontecerão antes do final do ano e que a contribuição dos Estados Unidos será indispensável. "Não acredito que haja negociações antes do final do ano e sem contribuição americana, que pode ajudar a aproximar as posturas", disse Barak em entrevista publicada pelo jornal francês Le Monde.

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