Olmert diz que não há pressão dos EUA para evitar ataque ao Irã

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta terça-feira que Israel está livre para tomar qualquer ação que julgue necessária contra o programa nuclear do Irã, dizendo que não há restrições dos Estados Unidos. Mas, em uma reunião com jornalistas, o líder israelense, que está de saída do poder e fez suas conversas de despedida com o presidente George W. Bush na segunda-feira, não fez nenhuma ameaça ao Irã. "Não me lembro de ninguém no governo dos EUA, incluindo nos últimos dois dias, que tenha me aconselhado ou a algum dos meus representantes para que não tomemos ações necessárias para fundamentar a segurança do Estado de Israel, e isso inclui o Irã", disse Olmert. Olmert, primeiro-ministro interino até que um novo governo seja formado depois das eleições do dia 10 de fevereiro, respondia uma questão sobre se Washington estava pressionando Israel a não conduzir uma invasão da Faixa de Gaza ou a conter um possível ataque ao Irã. Israel e o ocidente acreditam que o Irã está enriquecendo urânio com a intenção de construir armas nucleares. O Irã diz que seu programa atômico tem o objetivo de gerar eletricidade. Enquanto pediu sanções internacionais mais severas ao Irã, Olmert disse que Israel estava mantendo todas as opiniões abertas para lidar com as atividades nucleares iranianas, que descreveu como uma ameaça à existência do Estado judaico. Acredita-se amplamente que Israel tenha o único arsenal nuclear do Oriente Médio. Alguns diplomatas e analistas dizem que a crise financeira global ofuscou o nervosismo ocidental em relação ao programa nuclear do Irã, excluindo a possibilidade de um ataque militar preventivo dos Estados Unidos ou de Israel. Bombardear locais iranianos, segundo diplomatas e analistas, poderia provocar uma turbulência ainda maior, caso Teerã resolvesse cortar as exportações de petróleo. (Reportagem adicional de Dan Williams em Jerusalém)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.