Olmert diz que não prometeu devolver Colinas de Golan à Síria

Primeiro-ministro israelense afirma que não há compromissos relacionados ao território ocupados em 1967

REUTERS

26 de maio de 2008 | 12h34

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira, 26, que não se comprometeu com a Síria a desistir das Colinas de Golan nas conversas indiretas que mantêm desde o ano passado, patrocinadas pela Turquia.   Veja também:  Entenda a disputa sobre as Colinas de Golan "De fevereiro de 2007 a maio de 2008, nada foi dito a não ser 'você sabe o que eu quero, eu sei o que você quer - então vamos conversar"', disse Olmert em um comitê parlamentar, de acordo com uma importante autoridade que falou a repórteres em uma reunião a portas fechadas. "Não há compromisso além da declaração que já fiz. Não haverá nada mais", disse Olmert, que fala em termos gerais sobre as "concessões difíceis" que Israel teria de fazer em qualquer acordo de paz com a Síria. Israel e Síria anunciaram na última quarta-feira que começaram a conversar indiretamente na Turquia. É a primeira negociação em oito anos. A Síria quer recuperar as Colinas de Golan, planalto entre Damasco e o Mar da Galiléia. Israel tomou o território na guerra de 1967, anexando-o em 1981. A anexação não foi reconhecida internacionalmente. Os comentários de Olmert reproduzem o ponto de vista do ministro das Informações sírio, Mushin Bilal, dizendo à TV Al Jazeera, na quinta-feira, que a Síria "recebeu, via Turquia, propostas e mensagens do governo e do premiê israelenses, garantindo que sabe o que os sírios querem". Bilal disse que Olmert "sabe que a totalidade das Colinas de Golan serão devolvidas à Síria e que as fronteiras de Israel vão voltar a ser o que eram em 4 de junho de 1967", véspera do dia em que o território foi tomado. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, disse em uma coletiva de imprensa em Beirute que Teerã não tem muitos detalhes sobre as conversas, "mas achamos que Golan pertence à Síria e deve ser devolvido à Síria sem a imposição de quaisquer condições".

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