Olmert diz que operação em Gaza pode levar 'mais tempo'

Militar israelense afirma que ação pode crescer com soldados; premiê se compromete a evitar 'crise humanitária'

Agências internacionais,

27 de dezembro de 2008 | 16h47

A campanha de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza "pode durar um longo tempo" e expandir-se utilizando forças terrestres, afirmou neste sábado, 27, um alto militar israelense. Sob anonimato, a fonte declarou à agência Reuters que o bombardeio deste sábado foi "o passo inicial para a operação". Pouco depois, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reconheceu que a operação em Gaza pode levar "mais tempo", mas se comprometeu a evitar uma "crise humanitária" na região.   Veja também:  Total de mortos por Israel em Gaza já chega a 205 Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Europa pede fim dos ataques; EUA culpam Hamas  Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Reação palestina mata israelense; Hamas promete resistência Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        Segundo o jornal Haaretz, o premiê afirmou ainda que o inimigo de Israel não é o povo palestino, mas o grupo Hamas, que controla Gaza. Antes de declaração de Olmert, o ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, já havia dito que os ataques irão continuar "o quanto for necessário."   Israel alertou aos civis que vivem próximo à fronteira da Faixa de Gaza que se protejam. Autoridades do exército israelense afirmam que mais de 100 toneladas de bombas foram jogadas em Gaza até o meio da tarde.   O bombardeio ocorreu dois dias depois que o governo israelense tomou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem lançando foguetes contra o território de Israel.   Ao ser questionada sobre um possível ataque às lideranças do Hamas durante a ofensiva, a porta-voz do Exército israelense Major Avital Leibovitch afirmou que "qualquer coisa que pertença ao Hamas pode ser um alvo. Você pode interpretar isso como quiser."   A imprensa israelense informou que a execução dessa intervenção militar seria realizada a partir de domingo para dar tempo às autoridades egípcias a fazerem uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.   A mediação egípcia tinha o objetivo de renovar a trégua que ambas as partes assinaram em junho e que terminou no dia 19. Após o ataque, porta-vozes do Hamas anunciaram que o movimento islâmico prosseguiria a resistência "até a ultima gota de sangue."

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