Olmert diz que renuncia se for indiciado por contribuição ilegal

'Nunca peguei um centavo para mim', diz premiê israelense, suspeito de receber doação ilegal em campanha

Associated Press e Reuters,

08 de maio de 2008 | 17h35

Depois de ser acusado de receber contribuições ilegais de campanha, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, assegurou nesta quinta-feira, 8, que não há nada ilegal nas contribuições e que irá renunciar caso seja indiciado. De acordo com as suspeitas da polícia, o primeiro-ministro teria aceitado centenas de milhares de dólares em contribuições ilegais de um cidadão americano, Moshe Talansky.  Veja também:Palestinos adiarão negociações de paz se Olmert renunciar Em um comunicado transmitido ao vivo pelas emissoras de rádio e televisão locais, Olmert disse que um advogado cuidou de suas finanças, e tudo foi feito de maneira legal. "Eu nunca aceitei subornos, nunca peguei um centavo para mim", disse. "Se for indiciado, renuncio", completou. Enquanto a maior parte dos israelenses festejam nas comemorações do 60.º aniversário da fundação do Estado israelense, a investigação anunciou detalhes das acusações que podem aumentar a pressão para Olmert sair do poder. O premiê já foi acusado outras vezes de corrupção, mas nunca foi condenado. "Eu fui eleito por vocês, cidadãos de Israel, para ser o primeiro-ministro. Eu não tenho intenção de minimizar esta responsabilidade". Em uma conciso discurso de seis minutos, Olmert confirmou que tomou dinheiro de Talansky, um financiador de Nova York, mas insistiu que foram simples doações para financiar sua reeleição como prefeito de Jerusalém, em 1996, e não em troca de favores ao empresário. Cumprindo ou não a ameaça, as dúvidas sobre o futuro do primeiro-ministro provavelmente afetarão seu papel hesitante nas negociações de paz com os palestinos e colocará uma nuvem negra sob a visita do presidente americano George W. Bush à Israel, por ocasião do aniversário do país.  (Matéria ampliada às 18h40)

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