Olmert diz que 'todas as opções' são possíveis contra Irã

Com um tom mais duro em relação aoprograma nuclear do Irã, o primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, afirmou na segunda-feira que seu país avaliaria "todasas opções" para impedir os iranianos de fabricarem armasatômicas. Segundo uma autoridade israelense, o premiê afirmou àComissão de Assuntos Externos e Defesa do Parlamento: "Em vistada ameaça de um Irã nuclear, todas as opções estão sobre amesa". "Israel não pode reconciliar-se com um Irã nuclear e não hánenhuma opção que possamos descartar previamente", disse odirigente segundo a autoridade, encarregada de repassar aosmeios de comunicação o teor dos comentários de Olmert diante dacomissão. Olmert, segundo o qual o Estado judaico não desejaenvolver-se diretamente com os esforços internacionais paradeter o programa iraniano, deu as novas declarações após orelatório do mês passado dos serviços de inteligência dos EUAafirmar que o programa nuclear do Irã estava suspenso desde2003. Israel, que deteria o único arsenal atômico do OrienteMédio, acredita que o Irã poderia fabricar uma bomba nuclearaté 2010. O governo afirma que uma arma atômica iranianaameaçaria a existência do Estado judaico. Mas os líderes israelenses não chegaram a ameaçardiretamente, com uma ação militar, o Irã, que possui mísseisconvencionais capazes de atingir Israel e outros países aindamais distantes. O programa iraniano foi um dos principais assuntosdiscutidos pelo presidente dos EUA, George W. Bush, e Olmertdurante a visita do líder norte-americano a Israel e àCisjordânia ocupada, na semana passada, afirmaram autoridadesisraelenses. O Irã, um país rico em petróleo, nega que tente desenvolverarmas nucleares e diz que seu programa de enriquecimento deurânio visa apenas à produção de eletricidade. Quando questionado sobre a ameaça representada peloprograma atômico iraniano, o ministro da Defesa de Israel, EhudBarak, disse na segunda-feira que seu país precisavaintensificar os esforços de espionagem e as pressõesdiplomáticas para que novas sanções sejam adotadas contra opaís islâmico. REUTERS FE

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