Olmert e Abbas discutem bases de acordo para cúpula da paz

Líderes preparam diretrizes para encontro promovido pelo EUA para definir fronteiras e divisão de Jerusalém

Reuters e Efe,

03 de outubro de 2007 | 09h51

Os líderes israelense e palestino se reuniram nesta quarta-feira, 3, para instruir suas equipes de negociadores a redigir um documento que servirá como base para a conferência de paz promovida em novembro pelos Estados Unidos.  Não está claro até que ponto Olmert estaria preparado para discutir o "status final" com um líder palestino que governa apenas a Cisjordânia. O primeiro-ministro está politicamente enfraquecido devido a escândalos de corrupção e a falhas na guerra do ano passado no Líbano. Olmert e Abbas mantiveram um encontro a sós na residência do premiê israelense, em Jerusalém, e depois fariam uma sessão com as duas equipes encarregadas de discutir a declaração da conferência. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, está sob pressão de seu gabinete para não ceder terreno em questões estratégicas, e por isso defende apenas uma declaração de tom genérico na conferência regional. Já o presidente palestino, Mahmoud Abbas, defende um cronograma para as negociações sobre o status final do futuro Estado palestino, incluindo questões como fronteiras definitivas, a situação de Jerusalém e o destino dos refugiados. Autoridades de ambas as partes disseram que esta é a primeira vez que os líderes dão instruções a seus negociadores sobre como atuar, estabelecendo os parâmetros para as negociações sobre os principais itens. A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, pretende voltar à região dentro de duas semanas para avaliar o ritmo dos preparativos da conferência, segundo autoridades. A conferência deve acontecer em Annapolis (no Estado de Maryland), como parte do esforço dos EUA para fortalecer Abbas, que governa a Cisjordânia, e isolar o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Em Gaza, Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas, disse que as reuniões entre Olmert e Abbas servem para que "as questões palestinas fundamentais" não sejam discutidas. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, prometeu convocar uma consulta popular se chegar a um acordo de paz com Israel, segundo informou aos jornalistas um de seus assessores, Nabil Amre O movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, um dos dois territórios que devem fazer parte de um futuro Estado palestino independente junto com a Cisjordânia, decidiu boicotar essa conferência, mas, por enquanto, não se sabe qual será sua reação se Abbas convocar o referendo popular.

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