Olmert espera que Síria participe de conferência de paz nos EUA

O primeiro-ministro deIsrael, Ehud Olmert, afirmou na terça-feira esperar que os EUAconvidem a Síria para participar de uma conferência de pazconvocada pelos norte-americanos para discutir a criação de umEstado palestino. Olmert considerou apropriada a participação, no encontro,do governo sírio, um tradicional adversário de Israel. O premiê israelense não mencionou precondições em relação àpresença da Síria na cúpula, mas pareceu fazer um alerta paraque o governo sírio não tente pressionar pela inclusão, naagenda do encontro, de discussões sobre o futuro das colinas doGolã, território sírio ocupado por Israel na guerra de 1967. "Espero que a Síria e outros países árabes participem",disse Olmert a repórteres. "Naturalmente, a questão a ser colocada no centro da agendadeste encontro são nossas relações com os palestinos, queintegram o universo de relações do Oriente Médio", afirmou. A Síria, que admite a presença em seu território de líderesdo Hamas, o grupo palestino islâmico que assumiu o controle daFaixa de Gaza e que se opõe aos esforços de paz do presidentepalestino, Mahmoud Abbas, com Israel, não decidiu separticipará ou não da conferência. Não há uma data ainda para o encontro previsto para ocorrerem Annapolis (Maryland), mas o premiê, repetindo declaraçõesdadas por autoridades dos EUA, disse que a conferênciaocorreria em algum dia da última semana de novembro. "Da nossa parte, a participação da Síria nesse encontro éalgo definitivamente apropriado. Os norte-americanos estãoencarregados de distribuir os convites e eu suponho que elestenham convidado a Síria, bem como outros países", disseOlmert. "Espero com afinco que, se vingar o processo entre ospalestinos e nós, isso encoraje a realização de um processoentre os sírios e nós no futuro", afirmou. Israel e a Síria realizaram negociações de paz em 2000, masnão conseguiram chegar a um acordo sobre o futuro das colinasdo Golã, um platô estratégico localizado ao lado do mar daGaliléia, maior reservatório de água do Estado judaico. As tensões entre os dois países aumentaram depois de umataque aéreo realizado por Israel contra o território sírio, emsetembro. A investida, segundo analistas, pode ter destruído umreator nuclear em construção naquele país. A Síria negou quetivesse uma instalação do tipo.

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