Olmert não falhou na ofensiva contra o Hezbollah, diz relatório

Documento afirma que decisões do primeiro-ministro israelense na Guerra do Líbano foram razoáveis

Agências internacionais,

30 de janeiro de 2008 | 13h41

Oficiais da Defesa de Israel disseram sob anonimato que o relatório da comissão Winograd, sobre as responsabilidades na condução da Guerra do Líbano de 2006, conclui que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, não fracassou na execução de uma ofensiva final contra o grupo xiita Hezbollah e que suas decisões foram razoáveis.   O chefe da investigação sobre a guerra no Líbano em 2006 disse que houve "fracassos e falhas" por parte da liderança política e militar de Israel durante o conflito, mas considerou que o primeiro-ministro Ehud Olmert agiu no que acreditou ser o "interesse do Estado de Israel".   O relatório final parece dar um importante impulso a Olmert, que enfrentava a possibilidade de sofrer críticas de tal monta que comprometeriam seu governo e sua intenção de assinar a paz com os palestinos.   Eliyahu Winograd, divulgando o relatório final do painel que liderou, disse a um lotado auditório em Jerusalém que a guerra terminou sem uma vitória e o exército não ofereceu uma resposta efetiva aos disparos de foguetes do Hezbollah contra Israel.   Ele também afirmou que a ofensiva terrestre de última hora no Líbano não melhorou a posição de Israel e houve "sérias negligências" no comando militar.   Autoridades no escritório de Olmert disseram que eles estavam otimistas depois de uma rápida olhada no relatório de 500 páginas. O porta-voz de Olmert, Jacob Galanti, disse que o governo estava "aliviado".   Mais de 30 soldados israelenses foram mortos naquela ofensiva pouco antes de uma trégua mediada pela ONU entrar em vigor. Olmert vem sendo duramente criticado por ter ordenado a batalha, apesar de argumentar que a ofensiva teria melhorado a posição de Israel antes do cessar-fogo.   As conclusões preliminares, em 2007, foram altamente críticas a Olmert e seu gabinete. No relatório preliminar, a comissão acusava Olmert de não ter tido "tino, responsabilidade e prudência" ao ir à guerra. O organismo ainda responsabilizou o então titular da Defesa, Amir Peretz, e o chefe das Forças Armadas, Dan Halutz, pela maneira como o conflito no Líbano foi conduzido.   Durante o conflito do Líbano, em 2006, caíram sobre o norte de Israel cerca de quatro mil foguetes da milícia xiita libanesa Hezbollah, e a vasta operação militar israelense por terra, mar e ar não conseguiu deter os ataques. Nos 34 dias de confrontos que se seguiram, morreram 1.200 libaneses (a maioria civis). O conflito terminou sem um vencedor claro.   Olmert decidiu ir à guerra com apoio total do povo israelense, mas viu sua popularidade despencar após a agressão militar ter falhado em seus dois principais objetivos - libertar os soldados capturados e esmagar o Hezbollah.

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