Olmert presta 12º depoimento por suspeitas de corrupção

Premiê israelense ainda é acusado em quatros processos por fraudes e tráfico de influência

Efe,

30 de janeiro de 2009 | 10h49

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi interrogado nesta sexta-feira, 30, pela 12ª vez sobre os quatro casos de corrupção dos quais é suspeito e que o fizeram apresentar sua renúncia há cinco meses. Desta vez, Olmert foi interrogado por duas horas e meia pelas "nomeações políticas" de uma série de pessoas próximas em cargo públicos para os quais não estavam qualificados, informou a polícia. O interrogatório foi feito pelo subcomissário Shlomi Ayalon na residência do primeiro-ministro em Jerusalém. As irregularidades no Centro de Investimentos se referem à época em que Olmert foi ministro da Indústria e Comércio, entre 2003 e 2006, ano em que substituiu Ariel Sharon à frente do governo israelense e depois ganhou as eleições. O caso foi aberto pelo Supervisor Geral do Estado, o juiz aposentado Micha Lindenstrauss, após uma revisão rotineira nas instâncias de governo. Segundo ele, o então ministro da Indústria e Comércio e agora chefe do governo israelense designava para cargos no Centro de Investimentos políticos de seu então partido, Likud. Além deste caso, Olmert tem pendentes um segundo caso, por suspeita de suborno de um empresário americano, um terceiro por fraude de instituições públicas que lhe pagariam viagens, e um quarto por tráfico de influência na compra de uma casa particular em condições preferenciais. Um quinto, relacionado à venda de um dos bancos nacionais foi encerrado por falta de provas.

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