Olmert proíbe novas construções na Cisjordânia sem seu aval

O primeiro-ministro israelense, EhudOlmert, proibiu novas construções e planejamento de edificaçõespara ocupações nos assentamentos na Cisjordânia sem suaaprovação, revelam documentos. A decisão tem como objetivo garantir as conversações depaz, apoiadas pelos Estados Unidos, antes da visita dopresidente George W. Bush no começo de janeiro. As negociaçõestêm sido prejudicadas pelas disputas sobre construção deassentamentos judaicos. Numa carta datada de 30 de dezembro, dirigida aos ministrosda Defesa, Habitação e Agricultura, Olmert escreveu que"construção, novas edificações, expansão, preparação de planos,publicação de ofertas de residências, confisco de terraoriginado de outras atividades dos assentamentos na área (naCisjordânia) não vão seguir adiante e não serão implementadossem requisitar e receber antecipadamente aprovação do ministroda Defesa e do primeiro-ministro". A carta, da qual uma cópia foi obtida pela Reuters, nãodescarta a possibilidade de aprovação de construção nosassentamentos pelo primeiro-ministro. Seu porta-voz, Mark Regev, disse que Olmert se comprometeunas conversações da semana passada com o presidente palestino,Mahmoud Abbas, a não adotar "nenhuma ação que pudesseprejudicar um acordo para um status final". O negociador palestino Saeb Erekat reiterou nestasegunda-feira que os palestinos estão prontos para fazer a pazse Israel congelar toda a atividade de assentamentos naCisjordânia e em Jerusalém Oriental, a parte árabe da cidade. "Assentamentos e paz não andam juntos", disse ele. Olmert foi pego desprevenido por uma série de anúncios doMinistério da Habitação sobre assentamentos que abriram umafissura nas conversações de paz com os palestinos, que já duramum mês. As conversações, patrocinadas pelos EUA e lançadas numaconferência de paz em Annapolis, atolaram depois que Israelanunciou planos de construir centenas de casas em uma áreaperto de Jerusalém, conhecida como Har Homa pelos israelenses eJabal Abu Ghneim pelos palestinos. Os palestinos vêem a construção de Har Homa como uma últimaetapa numa parede de assentamentos que cercam a parte árabe deJerusalém, isolando-a do resto da Cisjordânia ocupada. Elesdizem que essa é uma ação estratégica de Israel para eliminarqualquer possibilidade de Jerusalém Oriental tornar-se acapital palestina. Planos para novos assentamentos israelenses este mêsreceberam raras críticas dos EUA, bem como da União Européia,que disseram que eles poderiam minar os esforços de pazisraelo-palestinos. (Colaborou Mohammed Assadi; Edição de Samia Nakhoul)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.