Olmert promete acelerar libertação de palestinos

O primeiro-ministroisraelense, Ehud Olmert, afirmou na segunda-feira ao presidentepalestino, Mahmoud Abbas, que Israel começará a libertar 250palestinos até o fim de semana como forma de fortalecer ogoverno de Abbas no embate dele contra o Hamas. Miri Eisin, porta-voz de Olmert, disse que o premiê e opresidente haviam discutido sobre "como chegar à solução dosdois Estados", colocando fim ao conflito entre israelenses epalestinos. Mas, segundo membros do gabinete de Olmert, os dois nãotrataram de questões relacionadas com o status final, entre asquais o futuro de Jerusalém, as fronteiras de um eventualEstado palestino e o destino dos refugiados palestinos. "Os palestinos desejam caminhar muito mais rapidamente. Amaioria dos israelenses prefere avançar mais lentamente. Temosde encontrar algo que seja aceitável para os dois lados", disseEisin. O ministro palestino da Informação, Riyad al-Malki, afirmouque o atual governo palestino, formado por Abbas parasubstituir o gabinete liderado pelo Hamas, não "dá muitaimportância a esses encontros". "Não estamos seguros da seriedade de Israel", disse. O Estado judaico descreveu sua decisão de libertar os 250prisioneiros palestinos de baixa periculosidade, a maior partedeles do grupo secular Fatah (ligado a Abbas), e sua decisão desuspender as operações contra 180 militantes da Fatah comogestos de boa vontade com vistas a fortalecer o novo governo. Israel já retomou a remessa de fundos para o governopalestino, liderado atualmente pelo primeiro-ministro SalamFayyad, ao mesmo tempo em que intensificou o cerco econômico efinanceiro à Faixa de Gaza, território tomado a força peloHamas no dia 14 de junho. Segundo Eisin, Olmert apresentaria na terça-feira, a umacomissão ministerial israelense, uma lista final com osprisioneiros a serem libertados. Os palestinos começariam asair das prisões já na sexta-feira, depois de uma revisão legalde 48 horas, disse. Saeb Erekat, assessor de Abbas, afirmou que o premiêisraelense rejeitou um pedido do presidente palestino paramudar o critério usado por Israel ao escolher os prisioneiros aserem libertados. Olmert e Abbas reuniram-se por apenas duashoras, na casa do premiê, em Jerusalém. INDIGNAÇÃO DO HAMAS Uma autoridade do Hamas, Sami Abu Zuhri, afirmou ser uma"vergonha" Abbas encontrar-se com Olmert e, ao mesmo tempo,recusar-se a retomar as negociações com o grupo islâmico. Segundo Erekat, o presidente palestino havia pedido aopremiê israelense que libertasse os líderes políticospalestinos, entre os quais Marwan Barghouthi, líder de umlevante. Barghouthi é apontado como eventual sucessor de Abbas. O assessor do presidente disse que Abbas também pediu aIsrael que diminuísse sua presença militar na Cisjordânia e queparasse de realizar operações militares em áreas densamentepovoadas. Essas, nas palavras de Erekat, seriam medidas capazesde preparar o caminho para um "cessar-fogo mútuo". (Reportagem adicional de Ari Rabinovitch e Adam Entous emJerusalém, Mohammed Assadi em Ramallah e Nidal al-Mughrabi emGaza)

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