Olmert promete 'guerra' e 7 palestinos morrem em Gaza

Bombardeios aéreos israelenses matarampelo menos sete palestinos, inclusive uma mãe e seu filho, naquinta-feira na Faixa de Gaza, enquanto o primeiro-ministroEhud Olmert prometia uma "guerra" para conter os foguetespalestinos disparados contra Israel. A violência levou os líderes palestinos a alertarem que orecém-retomado processo de paz está ameaçado, uma semana depoisda visita do presidente George W. Bush para promovê-lo. O grupo islâmico Hamas disse que dois de seus militantesmorreram e três outros ficaram feridos na última onda debombardeios. Um ataque prévio, contra um carro na Faixa deGaza, havia matado pelo menos um militante da Jihad Islâmica,além de uma mãe e seu filho que estavam numa carroça, segundofontes hospitalares. Um terceiro bombardeio matou um lídermilitante e sua esposa. Quase cem foguetes foram lançados nos últimos dois dias daFaixa de Gaza, que é controlada pelo Hamas, contra o sul deIsrael. Antes, Israel havia realizado seus ataques maisagressivos nos últimos meses na região, matando 18 palestinos. "Uma guerra está em curso no sul, todo dia, toda noite",disse Olmert em discurso em Tel Aviv. "Não podemos e não vamostolerar estes disparos incessantes contra cidadãos israelenses,então vamos continuar operando. Esta guerra não vai parar." Olmert acrescentou que Israel tenta evitar vítimas entre oscivis, e não deu indicações de que ordenaria uma invasãoterrestre da Faixa de Gaza, o que autoridades israelenses tememque provoquem muitas baixas em ambos os lados. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, que é da facçãoFatah e só domina a Cisjordânia, condenou as operaçõesisraelenses em Gaza e a prisão de militantes na Cisjordâniaocupada, o que ele qualificou de "tapa na cara" contra osesforços de Bush para conseguir a assinatura de um tratado depaz até o final do ano. Olmert se disse comprometido em manter o processo de paz"sem hesitação", mas foi vago quanto a prazos para o tratado,afirmando que pretende neste ano negociar "entendimentos" quelevem à criação do Estado palestino. O último ataque de quinta-feira atingiu um posto avançadodo Hamas na Cidade de Gaza, matando dois guardas do local,segundo o grupo islâmico. Os dois bombardeios prévios atingiram carros em BeitLahiya, cidade no norte do território. Um deles matou Raed Abu Al Foul, líder dos Comitês deResistência Populares, e a mulher dele. O Exército de Israeldisse que no veículo havia agentes da Jihad Islâmica envolvidosna produção de foguetes. O terceiro ataque, segundo o Exército, teve como alvo umgrupo de militantes que acabava de lançar foguetes contra o sulisraelense. Um porta-voz militar disse que as autoridades estãoverificando relatos de que civis teriam sido mortos. (Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi em Gaza e AriRabinovitch em Jerusalém)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.