Olmert propõe indenizações para colonos judeus na Cisjordânia

O primeiro-ministro israelense EhudOlmert disse no domingo que é hora de considerar umacompensação em dinheiro a colonos judeus que se ofereceremvoluntariamente para deixar partes da Cisjordânia que Israelentregaria em um acordo para a criação do Estado palestino. Olmert disse no início da reunião semanal do gabineteisraelense que um plano de "compensação e desocupação" seriadiscutido pela primeira vez. Mas a discussão teria sido adiadadepois de ministros terem se envolvido na discussão de umaquestão separada. "Com negociações sérias (com os palestinos) em curso queevidentemente podem, em algum momento, levar a decisões,incluindo a retirada de residentes de suas moradias, devemoscomeçar a estudar o que isso implica", disse Olmert aogabinete. A expectativa é que ainda hoje a polícia anuncie se vairecomendar o indiciamento de Olmert por acusações de corrupção.A medida vai coroar meses de investigações, mas não teráimpacto imediato sobre sua permanência no governo. O problemático governo de Olmert já se aproxima de seu fim.Olmert afirmou que vai renunciar depois de seu partido, ocentrista Kadima, eleger um novo líder, em 17 de setembro, masele pode continuar no poder por semanas ou meses depois disso,até ser formado um novo governo. O plano de compensação promovido pelo vice de Olmert, HaimRamon, prevê o pagamento de indenização a colonos que, antes deser implementado qualquer acordo de paz com os palestinos,concordem em deixar os assentamentos situados do outro lado dabarreira que Israel está erguendo na Cisjordânia ocupada. Eles seriam assentados em outras partes do território, emenclaves que o governo israelense disse que pretende conservarem qualquer acordo de paz final, ou em Israel. Cerca de 70 mil colonos vivem a leste da barreira, umprojeto que Israel diz ser necessário para sua segurança e queos palestinos descrevem como grilagem de terras. DATA ALVO Olmert e o presidente palestino Mahmoud Abbas prometeramcontinuar os esforços para fechar um acordo de paz antes dasaída do poder do presidente George W. Bush, em janeiro. Mas Abbas disse na sexta-feira que duvida que um acordopleno de paz com Israel possa ser alcançado ainda este ano. A questão da expansão dos assentamentos na Cisjordânia vemdificultando as negociações de paz mediadas pelos EUA. No projeto mais recente, o governo israelense abriu nodomingo licitação para a construção de 32 unidadeshabitacionais no assentamento de Betar Ilit, na Cisjordânia, umdos enclaves que Israel pretende conservar. Cerca de 500 mil judeus vivem em terras da Cisjordâniacapturadas por Israel na guerra de 1967, incluindo Jerusalémoriental. Aproximadamente 2,5 milhões de palestinos vivemnessas áreas. O conselho Yesha, grupo que engloba os colonos israelensesque vivem na Cisjordânia, reagiu ao plano de oferta deindenização pedindo "a retirada da vida pública do governo deOlmert, incluindo Haim Ramon". Quando Israel desocupou a Faixa de Gaza, em 2005, retirou8.000 colonos israelenses do território e pagou indenizações aeles.

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