Olmert rechaça o retorno de refugiados palestinos para Israel

Gabinete do premiê nega informação de que 20 mil poderiam voltar a viver no país após acordo de paz

Reuters,

14 de agosto de 2008 | 09h04

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que Israel não permitirá o retorno de nenhum refugiado palestino dentro de um futuro acordo por um Estado, informou nesta quinta-feira, 14, o gabinete do premiê.   O comunicado foi emitido em resposta às informações de que Olmert teria proposto o retorno de 2 mil refugiados anuais durante dez anos, dentro de um acordo para estabelecer um Estado palestino maioria da região ocupada da Cisjordânia e em toda a Faixa de Gaza.   O número de 20 mil refugiados apareceu na edição desta quinta do jornal israelense Haaretz e foi confirmada por fontes do governo familiarizadas com o assunto antes do anúncio do gabinete negando a informação.   "O primeiro-ministro nunca ofereceu receber 2 mil refugiados em Israel. O premiê reitera que, sob qualquer acordo futuro, não haverá nenhum retorno de refugiados palestinos em número algum", diz o gabinete. Autoridades palestinas não responderam a nota.   As negociações de paz promovidas pelos Estados Unidos entre Olmert e Abbas, iniciadas em novembro passado, mostraram poucos progressos e foram dificultadas por episódios de violência e disputas pela construção de assentamentos israelenses.   Cerca de 700 mil pessoas, metade da população árabe da Palestina em maio de 1948, fugiram ou foram expulsas de suas casas com a criação de Israel. Permitir que eles e suas famílias vivessem em Israel poderia minar a natureza do Estado judeu, argumenta Israel. O maior número de refugiados palestinos está na Jordânia, Síria e Líbano, além da Cisjordânia e na Faixa de Gaza.   Apesar de Olmert rechaçar durante muito tempo a insistência palestina sobre o direito de retorno dos refugiados e seus descendentes, que agora devem chegar a 4,5 milhões, autoridades disseram que o premiê estava aberto ao retorno de um número muito limitado como um gesto "humanitário"

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