Olmert se recusa a responder a perguntas em interrogatório

Premiê israelense renunciou ao cargo por conta de processos por escândalos de corrupção

Efe e Associated Press,

02 de outubro de 2008 | 11h26

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foi interrogado nesta quinta-feira, 2, durante duas horas pela polícia em sua residência oficial de Jerusalém, mas a imprensa afirmou que se recusou a responder às questões sobre um caso de corrupção pelo qual é acusado.  Este é o oitavo interrogatório de Olmert, de 63 anos. Nesse processo, suspeita-se da atitude de Olmert no cargo de ministro do Comércio, em 2001, quando ele tentou aprovar uma lei que beneficiaria um empresário ligado a um amigo. Segundo um porta-voz policial, Olmert deve ser interrogado novamente, em data não divulgada. Olmert nega qualquer envolvimento, mas foi forçado a renunciar na semana passada. Agora a nova presidente do partido governista Kadima, a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, tenta até o início de novembro formar um novo governo. Caso não consiga, serão convocadas eleições gerais. O porta-voz de Olmert, Mark Regev, confirmou que o interrogatório aconteceu, mas não divulgou mais detalhes sobre o depoimento, e disse que não deve haver uma reação oficial do Gabinete do primeiro-ministro israelense. Em setembro, a polícia recomendou à Procuradoria-Geral que processasse Olmert por suspeitas de suborno, após ele ter recebido grandes somas de dinheiro de um empresário, assim como de ter enganado várias instituições públicas para custear viagens de sua família. Em todos os casos, Olmert negou ter cometido algum crime, mas é o procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, quem deverá decidir nas próximas horas se acusa ou não formalmente o primeiro-ministro. O conselheiro de mídia de Olmert, Amir Dan, disse que o primeiro-ministro se recusou a responder às perguntas relacionadas às suspeitas do caso de corrupção para custear viagens de sua família. Dan acrescentou que Olmert apenas responderá a estas perguntas após consultar seu advogado, informa a edição eletrônica do jornal israelense Haaretz. O interrogatório desta quinta é o primeiro desde que Olmert apresentou seu pedido de renúncia, em 21 de setembro, da chefia de governo e também se concentrou nas suspeitas de corrupção contra ele por favorecer um amigo ao lhe conceder ajudas públicas. O caso remonta ao período entre 2003 e 2006, quando Olmert era ministro da Indústria e Trabalho no Governo do então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. Segundo as suspeitas, Olmert concedeu ajudas milionárias do Centro de Investimentos Públicos a uma empresa vinculada a seu advogado e amigo Uri Messer. 

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