Onda de atentados mata 32 e fere dezenas no Iraque

Pelo menos 32 pessoas morreram em mais de dez explosões e em diversos tiroteios em vários pontos do Iraque nesta quinta-feira. Ninguém assumiu a autoria dos ataques, que marcam uma intensificação da violência depois da saída das tropas norte-americanas, em dezembro.

Reuters

16 de agosto de 2012 | 19h11

No pior ataque pelo menos 11 pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas quando um carro-bomba explodiu perto de uma sorveteria no bairro de Sadr City, em Bagdá, num momento em que os iraquianos encerravam o período diário de jejum, como parte do feriado sagrado muçulmano do Ramadã.

As suspeitas, no entanto, recaem sobre o Estado Islâmico do Iraque, "filial" local da rede Al Qaeda, que tem conseguido incentivo moral --e também algumas armas e dinheiro adicionais-- por causa do afluxo de combatentes e verbas para a vizinha Síria, segundo especialistas.

Os insurgentes iraquianos assumiram a autoria de vários ataques em junho e julho, e tentam reconquistar territórios perdidos durante uma longa guerra contra soldados dos Estados Unidos.

A segurança no Iraque foi reforçada para o final do mês islâmico do Ramadã, na semana que vem, período em que analistas dizem que os insurgentes podem tentar realizar um ataque de grandes dimensões.

Horas antes do ataque em Sadr City, um carro bomba matou 6 civis e feriu 28 no bairro de Husainiya, de maioria xiita e também em Bagdá, segundo fontes policiais e hospitalares. Outro carro-bomba matou um e feriu nove pessoas em Taji, ao norte da capital.

Em Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá, quatro carros-bombas mataram duas pessoas e feriram 18, segundo fontes policiais e hospitalares.

Em Baquba e Falluja, ataques a postos de controle policiais mataram 6 policiais e feriram 13, segundo fontes da polícia e de hospitais.

Outras cidades também registraram explosões e tiroteios.

(Reportagem de Kareem Raheem, em Bagdá; de Mustafa Mahmoud, em Kirkuk; de Jamal al-Badrani, em Mosul; de Fadhil al-Badrani, em Falluja; e de Ali Mohammed, em Baquba)

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