ONG denuncia estupros como arma de guerra na Síria

Forças governamentais sírias estão agredindo e estuprando mulheres em meio ao agravamento do conflito no país, segundo relatório divulgado na quarta-feira pela entidade de direitos humanos Mulheres Sob Cerco.

LAUREN FRENCH, Reuters

11 de julho de 2012 | 20h25

O grupo disse ter documentado 81 casos de violência sexual na Síria desde o início dos protestos contra o presidente Bashar al Assad, em março de 2011. A maioria deles teria ocorrido em Homs, reduto das forças rebeldes e alvo frequente de ataques das forças do governo.

Lauren Wolfe, diretora da ONG, disse que os relatos colhidos na Síria junto a entidades de direitos humanos, testemunhas e meios de comunicação deixam claro que mulheres sírias têm sido vítimas de estupros coletivos e outras formas de violência como uma tática bélica.

"A conclusão fácil de se tirar é que as coisas realmente se deterioraram a um estado de quase animalidade", disse Wolfe à Reuters. "Eles estão realmente rebaixando as mulheres a um nível em que elas deixam de ser humanas. Elas são só mais um campo de batalha na qual a guerra é travada."

A rebelião síria começou há quase 19 meses em Homs, e evoluiu para uma crise nacional que é qualificada por alguns como uma guerra civil, e que já matou mais de 17 mil pessoas, segundo estimativas do Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha.

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