ONG pede que Israel apure mortes sob 'bandeira branca'

Soldados israelenses teriam matado civis palestinos desarmados, entre os quais mulheres e crianças

Reuters,

13 de agosto de 2009 | 11h04

A organização de direitos humanos Human Rights Watch pediu nesta quinta-feira, 13, ao governo de Israel que investigue sete incidentes em que soldados israelenses teriam matado civis palestinos que agitavam bandeiras brancas, durante a guerra de janeiro na Faixa de Gaza.

 

Os ativistas também pediram a outros governos que pressionem pela realização de processos à luz do direito internacional, caso Israel e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, não ajam por conta própria.

 

Em nota, a entidade, sediada em Nova York, disse ter declarações e outras provas de que 11 pessoas desarmadas, inclusive cinco mulheres e quatro crianças, foram mortas enquanto agitavam bandeiras brancas, símbolo internacional do pedido de trégua.

 

"Essas baixas representam uma pequena fração dos civis palestinos feridos e mortos", disse a nota. "Mas elas sobressaem porque, em cada caso, as vítimas estavam paradas, andando ou em veículos que se deslocavam lentamente, junto com outros civis desarmados, e tentavam transmitir seu status de não-combatentes agitando uma bandeira branca", continua o comunicado.

 

Segundo a nota da Human Rights Watch, "todas as evidências disponíveis indicam que as forças israelenses estavam no controle das áreas em questão, que não havia combates no momento e que não havia forças palestinas escondidas entre os civis ou usando-os como escudos humanos".

 

Os militares israelenses disseram em nota que o relatório da Human Rights Watch "se baseou no testemunho de um número de palestinos cuja credibilidade não foi substanciada".

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