Channi Anand/ AP
Channi Anand/ AP

Ônibus despenca em encosta e mata 16 peregrinos na Índia

Grupo religioso que se dirigia à caverna-santuário de Amarnath caiu em Ramban, no norte do país

O Estado de S.Paulo

16 Julho 2017 | 10h38

Pelo menos 16 peregrinos morreram e outros 27 ficaram feridos neste domingo, 16, depois que o ônibus no qual se dirigiam à caverna-santuário de Amarnath despencou por uma encosta no distrito de Ramban, no estado de Jammu e Caxemira, no norte da Índia.

O oficial responsável do escritório de controle de Ramban, Javed Ahmad, disse à agência EFE que o acidente aconteceu por volta das 14h20 locais (5h50 de Brasília) nesse distrito e que, até agora, 19 pessoas foram levadas em helicóptero para um hospital em Jammu.

As outras vítimas sofreram ferimentos menos graves e estão sendo atendidas em hospitais da região.

Por enquanto, as causas do acidente são desconhecidas, mas as primeiras hipóteses giram em torno de uma falha mecânica, acrescentou a fonte.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, expressou o seu pesar através do Twitter, onde escreveu que está "extremamente sentido pela perda de vidas", ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

 


 


O acidente ocorreu menos de uma semana depois que sete peregrinos hindus, a maior mulheres, morreram em um tiroteio na Caxemira após dois ataques de insurgentes a policiais, provocando revolta e protestos em escala nacional. 

A caverna de Amarnath é um destino popular dos peregrinos pois, segundo a tradição hindu, foi ali que o deus Shiva revelou o segredo da imortalidade para sua esposa Parvati.

A lenda deu origem à crença de que aquele que peregrina até a caverna, onde há uma coluna de gelo que representa o falo de Shiva, obterá a "moksha", a imortalidade.

Tanto a Índia e o Paquistão reivindicam todo o território da Caxemira, mas governam de forma separada, e já travaram três guerras desde a independência britânica, em 1947, duas delas pela região. /COM INFORMAÇÕES DAS AGÊNCIAS EFE E REUTERS

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