ONU adia debate sobre sanções contra Irã

Conselho de Segurança prorroga para novembro decisão sobre restrições por programa nuclear iraniano

Associated Press e Agência Estado,

28 de setembro de 2007 | 14h12

Seis nações-chave decidiram adiar para novembro as discussões no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a imposição de novas sanções contra o programa nuclear iraniano. De acordo com o documento divulgado nesta sexta-feira, 28, Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia decidiram esperar até novembro para ver se o Irã responderá a questionamentos sobre seu programa nuclear. Os seis países, todos potências nucleares, informaram que finalizarão uma proposta de resolução e a levará a votação ao Conselho da ONU a não ser que um relatório do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, e do chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana, "demonstre que os esforços produziram um resultado positivo". O relatório em questão deverá ser apresentado em novembro. Em julho último, ElBaradei e autoridades iranianas chegaram a um acordo por meio do qual Teerã comprometeu-se a responder até dezembro a questionamentos de especialistas da AIEA a respeito de mais de duas décadas de atividades nucleares - a maior delas em segredo. Técnicos da AIEA, uma agência subordinada à ONU, retornaram esta semana a Teerã para começar a averiguar questões pendentes, algumas delas com possibilidade de aplicação militar. Na declaração divulgada depois de uma reunião de chanceleres dos seis países e da qual Solana participou, as potências nucleares elogiaram o acordo da AIEA com o Irã, mas pediram ao Irã que responda rapidamente as questões pendente, "inclusive tópicos de dimensão militar nuclear". Duas resoluções aprovadas pelo Conselho da ONU não foram capazes de persuadir Teerã a suspender seu programa de enriquecimento de urânio. O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. Os Estados Unidos e outras potências ocidentais acusam o Irã de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico. O governo iraniano nega e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de geração de energia elétrica. Na declaração, os seis países pedem a Solana que se reúna com o negociador iraniano Ali Larijani para "estabelecer as fundações de futuras negociações".

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