ONU afirma que comboio de ajuda chega a distrito de Damasco

A Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu entregar ajuda a um distrito no sudeste de Damasco nesta quinta-feira, um dia depois de dizer que as autoridades sírias prometeram permitir a passagem de suprimentos humanitários por áreas dominadas tomadas por combates.

Reuters

16 de janeiro de 2014 | 19h02

O porta-voz da ONU Khaled Masri afirmou que um comboio assistido pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio havia trazido alimentos, remédios e suprimentos de inverno para Al Ghuzlaniyah, perto do aeroporto de Damasco.

Junto com outro comboio planejado para um bairro no oeste de Damasco, as duas entregas devem ajudar um total de 20 mil pessoas, disse Masri à Reuters por telefone, de Damasco.

O porta-voz afirmou que a entrega desta quinta foi a primeira a chegar a Ghuzlaniyah, à beira do reduto rebelde na região de Ghouta Leste, que está sob o cerco militar das forças do presidente Bashar al-Assad há mais de um ano.

O Programa Alimentar Mundial afirmou na última semana estar preocupado com relatos de desnutrição, após tentar sem sucesso por diversas vezes nos últimos meses chegar às áreas sitiadas ao redor de Damasco, principalmente em Mouadamiya, Nashabiyeh, Douma, Harasta e Yarmouk.

Na quarta-feira a Organização das Nações Unidas afirmou que iria abortar uma entrega de comida e vacinas de poliomielite para Yarmouk, lar de milhares de refugiados palestinos, depois de o governo insistir no uso da mais perigosa das duas rotas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos John Kerry afirmou na semana passada que o governo da Síria e alguns rebeldes estariam inclinados a permitir a passagem de ajuda humanitária, impor um cessar fogo local e tomar outras medidas para construir a confiança antes das negociações de paz previstas para o dia 22 de janeiro, na Suíça.

(Reportagem de Dominic Evans)

Tudo o que sabemos sobre:
SIRIAONUAJUDA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.