ONU busca acesso a palestinos na Síria após 15 morrerem de fome

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo nesta segunda-feira ao exército sírio e aos combatentes rebeldes para que permitam o acesso de ajuda urgente a um bairro palestino no sul de Damasco, onde afirmou que 15 pessoas morreram de subnutrição nos últimos meses.

Reuters

30 de dezembro de 2013 | 14h04

O porta-voz da agência de socorro e trabalhos da ONU (UNRWA, em inglês), Chris Gunness, afirmou que cinco refugiados palestinos morreram no distrito de Yarmouk durante o fim de semana. Outros dez morreram desde setembro, a última vez que a ajuda da ONU chegou a Yarmouk.

"A situação tem se deteriorado progressivamente para cerca de 20 mil palestinos presos em Yarmouk", disse o porta-voz à Reuters.

"A presença contínua de grupos armados que entraram na área no fim de 2012 e seu fechamento por forças do governo têm impedido todos os esforços humanitários."

A Síria é o lar de meio milhão de palestinos, refugiados do conflito de 1948 que levou à criação do Estado de Israel. Antes do levante de 2011 contra o presidente Bashar al-Assad, muitos deles viviam no bairro de Yarmouk, no extremo sul da capital síria.

Mas os protestos de 2011 evoluíram para uma guerra civil que expulsou a maioria dos moradores de Yarmouk, forçando-os mais uma vez à situação de não ter um teto. Aqueles que permaneceram em Yarmouk têm ficado ilhados pelos combates há meses.

"Se a situação não for resolvida urgentemente, pode ser tarde demais para salvar as vidas de milhares de pessoas, incluindo crianças", afirmou Gunness.

Dezenas de milhares de sírios também estão presos em outros bairros sitiados. Em Mouadamiya, subúrbio no sudoeste de Damasco, forças do governo e rebeldes concordaram em uma breve trégua na semana passada para permitir a entrada de comida.

(Reportagem de Dominic Evans)

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