ONU diz que escola não foi atingida por bomba de Israel

Acusação teria sido confusão de agência humanitária; explosivo caiu fora do prédio, matando 30 refugiados

Efe,

04 de fevereiro de 2009 | 12h25

A bomba da Aviação israelense que matou dezenas de refugiados em 6 de janeiro na Faixa de Gaza não atingiu uma escola da ONU, como tinham afirmado, a princípio, os funcionários da organização, mas caiu fora do recinto. "Sempre dissemos que a bomba, que matou cerca de 30 pessoas, tinha caído na rua, fora de nossa escola", disse nesta quarta-feira, 4, Christopher Gunnes, porta-voz Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).   Veja também: Para Abbas, ataques de Israel em Gaza foram crimes de guerra Israel autoriza novo assentamento judaico na Cisjordânia Israel ofereceu 75% da ajuda a Gaza por soldado, diz Hamas Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza        O erro, segundo Gunnes, procede de outra agência da ONU, o Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários (Ocha), que indicou em um de seus relatórios de situação semanais que a bomba tinha caído dentro da escola, algo que "corrigiram depois assim que se deram conta do erro". Esta semana, Maxwell Gaylord, coordenador humanitário da ONU para o Oriente Médio, disse, em Jerusalém, que desejava "esclarecer que a bomba e as mortes que produziu ocorreram fora, e não dentro da escola".   Os mortos - que, segundo fontes médicas palestinas, foram 46 - eram deslocados palestinos que estavam refugiados na escola Al-Fakhoura da UNRWA, no campo de deslocados de Jebalia, mas que, no momento do impacto, se encontravam fora do recinto. O incidente ocorreu depois que vários ataques israelenses atingiram outros alvos das Nações Unidas na Faixa de Gaza, como sua sede em Gaza capital, uma escola nessa cidade e outra na localidade de Beit Lahia, nas quais cinco pessoas morreram e 14 ficaram feridas.   A UNRWA chegou inclusive a suspender suas atividades de distribuição de ajuda humanitária em Gaza durante um breve prazo, depois que um de seus comboios humanitários foi atacado e o motorista de um dos caminhões morreu.

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